ROCK AND ROLL

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ROCK NACIONAL - ANOS 80 -

NESSA PÁGINA TRAZEMOS O ROCK NACIONAL DOS ANOS 80 COM SEUS NOMES ESQUISITOS E SUA BIOGRAFIA.

 

Obs: A Biografia de cada banda vai até 1989 para ficar configurado os anos 80, embora muitas delas tenham atravessado também a década de 90

A maioria das biografias foram retiradas do Wikipédia, outros têm as fontes divulgadas.

 

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BLITZ - Você Não Soube me Amar

 

Janeiro de 1982, verão carioca. Uma lona começa a ser esticada sobre o pedaço de terra que separa Ipanema de Copacabana. À sua sombra toma forma um espaço multicultural e democrático que ficou conhecido como Circo Voador. Naquele palco praiano, que depois mudaria para a Lapa, no centro do Rio, nasceu a BLITZ.

 

Vinda de shows improvisados em bares da zona sul, banda tomou forma e começou a virar mania no tablado do Circo. Em julho daquele ano gravou o compacto “Você Não Soube Me Amar”, que só tinha essa música. No lado B do disco uma voz repetia “nada, nada, nada”. Em três meses o compacto vendeu 100 mil cópias e aquela canção diferente, meio cantada, meio falada, cheia de swing, gírias e de alegria virou febre. Ainda em setembro foi lançado o LP “As Aventuras da Blitz”, com uma venda ainda mais impressionante que a do compacto. A BLITZ tinha o país aos seus pés.

Fonte:(http://musicaecinema.com/banda-blitz-biografia/)

 

 

http://mais.uol.com.br/view/16177729

 

 

 



 Paralamas do Sucesso - Óculos

Os Paralamas do Sucesso (também conhecida somente por Paralamas) é uma banda de ska e pop rock, formada no Rio de Janeiro no final dos anos 70. Seus integrantes desde 1982 são Herbert Vianna (guitarra e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). No início a banda misturava rock com reggae, posteriormente passaram a agregar instrumentos de sopro e ritmos latinos. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana.O começo (1977-1983)
Apesar dos Paralamas serem considerados parte da "Turma de Brasília", por terem vivido e criado amizade com as bandas locais, é uma banda formada no Rio. Herbert e Bi se conheceram crianças em Brasília, por serem vizinhos (o pai de Herbert era militar, e o de Bi, diplomata). Em 1977, Herbert foi para o Rio fazer o colégio militar, e reencontrou Bi, que foi fazer o 3º ano. Os dois resolveram formar uma banda, Herbert com sua guitarra Gibson e Bi um baixo comprado em uma viagem à Inglaterra. Aos dois depois se juntaria o baterista Vital. O grupo se separou em 1979 para fazerem o vestibular, e em 1981 se reuniram.
O grupo ensaiava em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Esses ensaios lhe renderam a música "Vovó Ondina é Gente Fina". O repertório não era sério (com canções como "Pinguins já não os vejo pois não está na estação", "Mandingas de Amor" e "Reis do 49"), e tentaram criar um nome no mesmo estilo, a primeira sugestão sendo "As Cadeirinhas da Vovó". O nome "Paralamas do Sucesso" foi invenção de Bi, e adotado porque todos acharam engraçado. Inicialmente, o grupo tinha dois cantores (Herbert só tocava), Ronel e Naldo, que saíram em 1982.
Em 1982, Vital faltou a uma apresentação na Universidade Rural do Rio e foi substituído por João Barone, que assumiu de vez o lugar na banda. Escreveram, tendo como "protagonista" seu ex-baterista, "Vital e sua Moto", e mandaram uma fita com essa e mais 3 músicas para Rádio Fluminense. "Vital" foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas tiveram a primeira grande apresentação, ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador. Também assinariam contrato com a EMI, gravando o álbum Cinema Mudo (definido por Herbert como "manipulado pelo pessoal da gravadora"), e um sucesso moderado.Em 1984, lançaram o álbum O Passo do Lui, que teve enorme sequência de sucessos ("Óculos", "Me Liga", "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska") e aclamação crítica, levando o grupo a tocar no Rock in Rio, no qual o show dos Paralamas foi considerado um dos melhores.
Depois de grande turnê, lançaram em 1986, Selvagem?, o mais politizado. O álbum contrapunha a "manipulação" desde sua capa (com o irmão de Bi no meio do mato apenas com uma camiseta em torno da cintura), e misturava novas influências, principalmente da MPB. Com sucessos como "Alagados", "A Novidade" (a primeira com participação de Gilberto Gil, e a segunda co-escrita com ele), "Melô do Marinheiro" e "Você" (de Tim Maia), Selvagem? vendeu 700.000 cópias e credenciou os Paralamas a tocar no cultuado Festival de Montreux, em 1987. O show no festival da cidade suíça viraria o primeiro disco ao vivo da banda, D. Nele, a novidade, em meio ao show com os sucessos já conhecidos, era a inclusão de um "4º paralama", o tecladista João Fera, que excursiona com a banda até hoje, como músico de apoio.

Fonte: Wikipédia

 

http://mais.uol.com.br/view/16177760

 



 

Legião Urbana - Que País é esse?

A Legião Urbana surgiu no final de 1982 quando Renato Russo juntou-se a Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná (Hoje, Kadu Lambach) e Paulo Guimarães (o ‘Paulista’). Ico-Ouro Preto teve passagem pela banda, participando de alguns shows e compondo junto a canção “Ainda é Cedo”, mas logo sai da banda. Em 1983, Paulista e Paraná saem e Dado Villa-Lobos assume a guitarra.Herbert Viana e Bi Ribeiro, este último ex-aluno de inglês de Renato em Brasília, integravam a banda Paralamas do Sucesso (que já estava no elenco da EMI-Odeon) e indicaram àquela gravadora a fita demo da nova banda de Brasília. Depois de a gravação chegar às mãos de executivos da EMI-Odeon, a Legião Urbana foi contratada e lançou seu primeiro álbum, em 1985, emplacando em junho daquele ano as canções “Será”, “Ainda é Cedo” e “Geração Coca-Cola”. A Revista Bizz, leitura obrigatória para os amantes da música daquela época, elegia a Legião como a melhor banda e Renato, o melhor cantor daquele ano.

Renato Rocha, o ‘Negrete’ entra para a Legião como baixista, pouco antes da gravação do primeiro disco, mas já depois de a banda ter feito os célebres shows no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e no Napalm em São Paulo.

A receita que havia dado certo foi aperfeiçoada no álbum seguinte, Dois. Músicas como “Tempo Perdido”, “Índios”, “Metrópole” e “Quase Sem Querer” se tornam hits nas rádios de todo o Brasil. O maior sucesso foi “Eduardo e Mônica”, que conta a história de dois jovens que se apaixonam apesar dos estilos diferentes de vida. A Legião Urbana divulgava um conteúdo que qualquer jovem brasileiro dos anos 80 compreendia e se identificava. O álbum é considerado um dos maiores discos de rock nacional da história.

Em dezembro de 1986, uma grande plateia segue a turnê do álbum que vinha fazendo muito sucesso. Já em 1987 sai o terceiro álbum, Que País É Este, estourando o improvável mega-hit “Faroeste Caboclo”, considerada inicialmente muito grande (nove minutos) para ocupar a faixa radiofônica, o que logo caiu por terra. A música conta a saga do brasileiro João do Santo Cristo, um personagem criado por Renato e que chegou às telonas no ano de 2013, quando a letra foi adaptada para o roteiro do filme homônimo.

Uma nova, grande e lotada turnê nacional aconteceu naquele período. “Que País é Este”, “Eu Sei” e “Angra dos Reis” também tocavam bastante nas rádios. Quando uma confusão em uma apresentação, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, interrompeu o show. Um fã exaltado subiu no palco e agarrou Renato Russo que reclamava: “Não vim aqui para dar show para animais”. A Legião nunca mais fez shows em Brasília e diminuiu consideravelmente sua agenda de shows em todo o país. Em seguida, Renato Rocha deixa a banda. Mas, a bonança chegou em 1989, com o trio de músicos dedicados ao estúdio, compondo e produzindo.

E depois de muita espera chega às lojas As Quatro Estações, álbum que inicia a fase mais madura da Legião. Em “Meninos e Meninas”, Renato sugere bissexualidade. E numa histórica entrevista à revista Bizz confirmou suas preferências. Nove das onze músicas do álbum tocam no rádio e rapidamente o disco se torna o mais vendido da carreira da banda, com quase dois milhões de cópias apenas no ano de lançamento.

Fonte - Wikipédia

 

http://mais.uol.com.br/view/16177757

 



 

 Kid Abelha e os Abóboras Selvagens - Como eu Quero

Em 1981, Paula Toller conhece Leoni na faculdade. Ambos estudavam na PUC-Rio e começaram a namorar. Com isso, Paula passou a visitar os ensaios da banda "Chrisma", formada por Leoni (voz e baixo elétrico), Carlos Beni (bateria) e Pedro Farah (guitarra). Os garotos sempre convidavam Paula a ingressar na banda, porém, ela sempre recusava, alegando ser tímida. Suas visitas aos ensaios a motivaram a cantar. George Israel, por sua vez, foi visto tocando saxofone em Búzios, Rio de Janeiro, e convidado por um amigo de Leoni a conhecer a tal banda que este liderava.

George aceitou o convite e se uniu à banda, pouco tempo depois conhecida como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, nome escolhido durante uma transmissão ao vivo na Rádio Fluminense FM. A primeira demo executada pela extinta rádio foi Distração. O sucesso foi imediato, a banda passou a fazer shows no Circo Voador e, com isso, participam do LP Rock Voador, com duas faixas: Distração e Vida de Cão é Chato pra Cachorro. Pedro Farah foi o primeiro integrante a abandonar a banda, logo no início do sucesso, para morar nos Estados Unidos. Com isso, Bruno Fortunato assume a guitarra do Kid em definitivo. Beni, que mais tarde seria produtor da banda carioca Biquini Cavadão, foi o segundo integrante a sair do Kid, sendo substituído por bateristas contratados.

Fonte: Wikipédia

 

http://mais.uol.com.br/view/16177755

 



 

Ultraje a Rigor - Ciúme

O Ultraje a rigor foi formado no final de 1980, inicialmente como uma banda de covers, principalmente Beatles, rock dos anos 60, punk e new wave. Depois de algumas formações provisórias, Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard começaram a se apresentar em festas e barzinhos. Em 1982, ainda sem um nome fixo, decidiram por Ultraje a rigor, já que nunca eram muito fiéis às versões originais dos covers que faziam, frequentemente avacalhados ou distorcidos. O nome Ultraje a rigor foi escolhido meio por acaso. Roger e Leôspa estavam tentando achar um nome durante uma festa em que se apresentavam. Roger sugeriu Ultraje, mas achava meio punk demais (para a época, pelo menos). Roger então perguntou a Edgard, que chegou no meio da conversa, o que ele achava de Ultraje. Edgard, sem entender direito a pergunta, disse: "que traje? O traje a rigor?" Roger e Leôspa adoraram e adotaram então este nome. Logo depois, Sílvio sairia, entrando Maurício em seu lugar.

Fonte: Wikipédia

 

http://mais.uol.com.br/view/16177771

 



 Barão Vermelho - Bete Balanço

Em 1981 Maurício Carvalho de Barros nos teclados, Flávio Augusto Goffi Marquesini, o Guto Goffi, na bateria, Roberto Frejat na guitarra e André Palmeira Cunha, o Dé, no baixo formavam o Barão Vermelho. Ensaiavam na casa dos pais de Maurício, no bairro carioca do Rio Comprido, mas ainda faltava o vocalista. Chegaram até a ensaiar com Leo Jaime, mas o escolhido mesmo foi Agenor Miranda Araújo Neto, o Cazuza, filho do diretor da gravadora Som Livre, João Araújo. Com Frejat e Cazuza formou uma das parcerias mais famosas e prolíficas do rock nacional, assim como Lennon e McCartney e Jagger e Richards o foram para o rock britânico.

Após shows ao ar livre, a banda grava sua primeira fita demo, que seria o embrião do primeiro disco, auto-intitulado, com a produção de Ezequiel Neves. Com o álbum, lançado pela Som Livre, a banda surgia como o primeiro grupo que fazia um rock efetivamente brasileiro. A estréia do primeiro disco foi em 27 de Setembro de 1982, e contava como destaque as faixas "Billy Negão", "Ponto Fraco" e "Todo Amor Que Houver Nessa Vida".

Em 1983 era lançado o segundo disco intitulado de "Barão Vermelho 2". As rádios rejeitaram o som da banda por acharem que não eram comerciais. O sucesso só veio quando Ney Matogrosso gravou uma versão da faixa "Pro Dia Nascer Feliz".

No ano seguinte, participam (atuando e compondo a trilha sonora) de "Bete Balanço", filme de Lael Rodrigues, com Débora Bloch, e a música-tema revelam o Barão Vermelho para o Brasil. Foi um ótimo pretexto para lançarem "Maior Abandonado", terceiro disco de carreira, que traz como destaque a música-título, e as faixas "Bete Balanço" e "Por Que A Gente É Assim?".

Vieram as últimas e convincentes provas: na lotada Praça da Apoteose, no Rio, dia 15 de Setembro de 1984, junto com a Orquestra Sinfônica Brasileira e com o coro do Teatro Municipal, fazem um rock-concerto fenomenal. Em janeiro de 1985, apresentam-se no festival Rock In Rio e consolidam o sucesso.

O mesmo sucesso dividiria o caminho de Cazuza, que queria seguir mais intérprete e mais autoral, do resto do grupo. No mesmo ano Cazuza deixa a banda e segue em carreira solo fazendo com que Frejat assumisse os vocais do grupo.

"Declare Guerra", o quarto disco do grupo, lançado (ainda pela Som Livre) no final de 1986, não perdeu o peso com a ausência de Cazuza, mas não teve publicidade. Desconfiados do abandono, o grupo, junto com Ezequiel Neves, seguiu em direção à gravadora WEA. Sob esse selo lançam em 1987 o disco "Rock'n'geral".

Um disco mais sutil, flertando bastante com o blues, mas nem por isso perdeu a marca e a qualidade do Barão Vermelho. "Rock'n'geral" é um dos melhores discos da carreira do grupo. No entanto, precedeu a saída de Maurício Barros, também procurando seu lugar ao sol(o). Daí incorporaram-se o guitarrista Fernando Magalhães e o percussionista Peninha, que já tocavam com a banda.

Com a nova formação, sai "Carnaval", em 1988. Com o hit "Pense e Dance", é considerado por Frejat o melhor trabalho do grupo. Aumenta o público dos shows, é hora de um disco ao vivo. "Barão Ao Vivo", gravado no DamaXoc, em São Paulo, nos três primeiros dias de junho de 1989, vinha com releituras de "Bete Balanço", "Pro Dia Nascer Feliz" e "Satisfaction", dos Stones.

 

http://mais.uol.com.br/view/16177726

 



 

Sempre Livre - Esse Seu Jeito Sexy de Ser

Sempre Livre é uma banda brasileira de pop rock criada no Rio de Janeiro e formada só por mulheres. O nome do grupo faz menção a uma marca célebre de absorventes femininos.

Em 1984, o Sempre Livre lançou seu primeiro disco, intitulado Avião de Combate e produzido por Ruban, o mesmo produtor do grupo As Frenéticas O vinil logo se tornaria um grande sucesso por causa da música tema "Eu Sou Free", uma parceria de Ruban com Patrícia Travassos, que se tornou um dos grandes sucessos da década de 80. Em 1986, viria outro disco, Sempre Livre e em 2016 lançaram o novo álbum A Boa Moça.

Na matéria "Uma Batucada de Rock", de 1985, a revista Veja comentou sobre o sucesso até então inédito para um grupo feminino no Brasil:

O Sempre Livre venceu num território tradicionalmente masculino, o território do rock. Não são raras as intérpretes que incorporam o rock a seus repertório, mas, no Brasil, jamais se havia assistido à consagração de um grupo feminino em que suas integrantes cantam a agenda livre (...)

 

 http://mais.uol.com.br/view/16177765

 

 



 

Gang 90 e as Absurdetes - Telefone

Gang 90 e as Absurdettes foi um grupo de rock brasileiro dos anos 1980, fundado pelo disc jockey e jornalista Júlio Barroso. Suas canções misturavam new wave com viagens beatnik, e ainda carregava batidas fortes e coro feminino, inspirado no grupo B-52s.

Sua primeira aparição foi na discoteca Paulicéia Desvairada em 1981. Participou do Festival MPB Shell do mesmo ano, com a música Perdidos na Selva, o que tornou o grupo famoso.

Para divulgar o grupo, o programa Fantástico de 2 de agosto de 1981 apresentou o clipe de ‘Perdidos na Selva’. Nesta época, a banda chamava-se simplesmente "Absurdetes". A música foi lançada originalmente em compacto pelo selo HOT, tendo a faixa "Lilik Lamê" no lado B, cantada por Alice Pink Pank, uma das cantoras-musas da banda, ao lado de May East e Lonita Renaux.

Um momento particularmente importante para a banda foi sua participação, também em 1981 do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. Naquela ocasião, e defendendo a canção "Perdidos na Selva", conseguiram um grau de exposição e notoriedade até então incomum para bandas da cena pop brasileira, o que já prenunciava o vigor do movimento de rock nacional que surgiria a seguir ao longo da década de 80.

Em 1983, a banda lançou o LP Essa tal de Gang 90 & As Absurdettes, que continha os sucessos anteriores da banda e que emplacou uma canção como tema de novela das 8 da Rede Globo, Louco Amor, de Gilberto Braga.

No mesmo ano, também participaram do especial da Rede Globo Plunct, Plact, Zuuum com a música "Será que o King Kong é Macaca"?

Júlio Barroso faleceu prematuramente em 1984, caindo da janela de seu apartamento em São Paulo em circunstâncias nunca completamente esclarecidas (embora hoje exista praticamente um consenso de que se tratou de um acidente).

Após esse fato trágico, a tecladista Taciana Barros assumiu a liderança do grupo e tentou insistir em sua continuidade lançando um álbum (Rosas e Tigres) que tinha em seu repertório uma série de canções inéditas de Julio Barroso. O trabalho acabou tendo muito pouca repercussão comercial apesar de haver sido razoavelmente bem recebido pela crítica especializada. Uma última tentativa, em 1987, foi o álbum "Pedra 90" já sem praticamente nenhum integrante original do grupo e que selou o fim desse projeto tão original da música Brasileira.

Além de Júlio Barroso, participaram desse projeto músicos como♙Alice Pink Pank, Lobão, May East, Lonita Renaux (Denise Barroso), Luíza Maria, Miguel Barella, Wanderley Taffo, Guilherme Arantes, Lee Marcucci, Sandra Coutinho, Gigante Brasil, Herman Torres, Otávio Fialho, Luiz Paulo Simas, Taciana Barros, Beto Firmino, Gilvan Gomes, Paulo Le Petit e Curtis, Claudia Niemeyer.

 

http://mais.uol.com.br/view/16177741

 



 

Titãs - Sonífera Ilha

 

No fim dos anos 70, em plena ditadura militar, um colégio em São Paulo se tornou um dos poucos pontos de resistência cultural. No palco do Equipe se apresentavam artistas de peso da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clementina de Jesus e Cartola. Com essa efervescência, foi natural que os jovens com interesses artísticos acabassem se aproximando e criando espaços próprios. O evento 'A Idade da Pedra Jovem', promovido por essa turma em 1981, marcou a estréia de Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto num mesmo palco. Juntos, eles formavam o grupo Titãs do Iê-Iê, uma brincadeira para descontrair uma programação apresentada por gente com mais experiência do que aqueles meninos.

O que era para ser apenas diversão começou a ser encarado mais seriamente no ano seguinte. A estréia oficial dos Titãs do Iê-Iê, devidamente ensaiados e com repertório próprio, aconteceria no dia 15 de outubro de 1982, no Sesc Pompéia. A essa altura, Branco Mello já havia se integrado ao grupo e André Jung, assumido a bateria, instrumento que Nando Reis tocara na 'Idade da Pedra Jovem' por pura falta de opção. Com nove músicos no palco, entre eles seis vocalistas, a banda chamava a atenção. As canções eram criativas (misturavam influências que iam da MPB ao rock, passando pelo samba, reggae e new wave) e o visual, extravagante (com direito a roupas com cores fortes, maquiagens e penteados originais).

Durante dois anos, os Titãs do Iê-Iê percorreram o circuito underground paulista, se apresentando em lugares tão ecléticos quanto o som que mostravam no palco. Não demorou muito para que a performance do noneto despertasse a atenção de uma gravadora. Mas antes da assinatura do contrato com a WEA, ocorreram duas mudanças: Ciro Pessoa se desligou da banda e o Iê-Iê (que sempre era confundido com Iê-Iê-Iê) foi descartado do nome do grupo. O primeiro álbum, 'Titãs', foi lançado em agosto de 1984 e trazia "Sonífera Ilha", um verdadeiro fenômeno radiofônico. Uma das músicas mais executadas naquele ano, a faixa levou os Titãs a fazerem sucesso em outros estados do Brasil, além de ter ajudado a banda a realizar um sonho antigo: aparecer na TV, em programas consagrados apresentados por Chacrinha, Bolinha e Raul Gil.

O grupo começou 1985 com um novo baterista. Charles Gavin assumiu as baquetas no lugar de André Jung. Com a nova formação, os Titãs entraram em estúdio para gravar seu segundo LP. 'Televisão', produzido por Lulu Santos, chegou às lojas em junho daquele ano e emplacou os hits "Insensível" e "Televisão". Como aconteceu no primeiro disco, as vendas foram modestas, mas isso não seria a pior lembrança que a banda guardaria deste período. No dia 13 de novembro, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos com heroína. Arnaldo passou 26 dias na prisão e ambos foram condenados. O cantor por tráfico (por ter passado heroína para o guitarrista), e Bellotto, por porte de droga. Sem antecedentes criminais e trabalho declarado, cumpriram a pena em liberdade.

Os Titãs deram a volta por cima no disco seguinte. 'Cabeça Dinossauro', lançado em junho de 1986, foi um soco no estômago da hipocrisia com suas letras contundentes. O álbum, que marcava a estréia da parceria com o produtor Liminha, pela primeira vez traduzia no vinil a pegada que a banda tinha ao vivo. Os Titãs puderam sentir a força do LP já no show de estréia no Projeto SP, quando o público cantou todas as músicas, numa época em que as rádios ainda se recusavam a tocar o repertório ousado do disco. O álbum já tinha garantido o primeiro disco de ouro dos Titãs, quando as emissoras se renderam. Além de "Aa Uu", "O Quê", "Homem Primata", "Família" e "Polícia", algumas rádios se davam ao luxo de pagar multa para tocar "Bichos Escrotos", que tinha a radiodifusão proibida pela censura. 'Cabeça Dinossauro' bateu a marca das 300 mil cópias vendidas e caiu nas graças da crítica. O disco ficou no topo das principais listas dos melhores daquele ano e até hoje é apontado com um dos mais importantes da história do rock brasileiro.

Em novembro de 1987, 'Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas' saía do forno superando todas as expectativas. De um lado do disco, a continuação do rock pesado do 'Cabeça', em músicas como "Lugar Nenhum", "Desordem" e "Nome aos Bois". Do outro, mais inovação: o sampler, uma novidade naqueles tempos, dava um tom eletrônico a "Todo Mundo Quer Amor", "Comida" e "Corações e Mentes". A banda ousou novamente ao decidir fazer o show de lançamento do novo álbum em pleno Hollywood Rock de 1988. Valeu a pena correr o risco. A apresentação dos Titãs foi eleita pela crítica especializada a melhor de todo o festival, superando Simple Minds, UB40, The Pretenders, Simply Red e outros medalhões estrangeiros.

Com o Brasil aos seus pés, o grupo partiu para a estréia internacional. Os Titãs foram os primeiros artistas do país a se apresentarem na Noite de Rock do badalado Festival de Jazz de Montreux. Do show, no dia 8 de julho de 1988, eles trouxeram o LP 'Go Back', o primeiro ao vivo da carreira da banda. De volta ao Brasil, a banda viveu uma fase áurea, com shows superlotados e o quinto álbum – que misturava canções dos primeiros LPs a sucessos do 'Cabeça' e do 'Jesus' – nas listas dos mais vendidos. "Marvin", originalmente gravada no primeiro disco, virou um sucesso avassalador nas rádios no fim de 88 e em todo o ano de 89.

Em outubro de 1989, os Titãs lançaram seu disco mais sofisticado até então. 'Õ Blesq Blom' reunia a simplicidade dos repentistas Mauro e Quitéria, descobertos pelo grupo na Praia da Boa Viagem, à modernidade das parafernálias eletrônicas de estúdio. Foi da dupla nordestina que os Titãs tiraram o nome do LP que transformou em hits "Flores", "Miséria" e "O Pulso". Com o clipe de "Flores", a banda ganhou ainda um prêmio inédito no país: o MTV Video Music Awards, quando a emissora ainda não tinha sua filial brasileira.

 

http://mais.uol.com.br/view/16177770

 



 

Ira! - Pobre São Paulo

No final dos anos 70, no outono da ditadura militar, Edgard Scandurra, fascinado pelo punk rock e, em busca desse som, ia a shows na periferia da cidade, para trocar informações com o pessoal. Foi então que Edgard e seu amigo Dino Nascimento resolveram montar uma banda que tocasse punk, sem esquecer de Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Nascia aí a banda Subúrbio. Hoje crítico musical, Régis Tadeu foi integrante da banda como baterista.[2] Nessa época, Edgard estudava no Colégio Brasílio Machado, onde volta e meia topava com Marcos Valadão Rodolfo, de apelido Nasi. Mesmo sem conhecê-lo, Edgard sentia simpatia pelo modo com que ele se vestia, e num desses encontros os dois acabaram se conhecendo, e ficando amigos.

Mais tarde, Edgard chamou o Nasi para participar do Subúrbio, no festihits do Ira!. Em 1980, Edgard foi convocado para servir o exército, e foi lá onde Edgard iria compor N.B. ("Núcleo Base").

Em 1981, Nasi chamaria o amigo Edgard para tocar num show na PUC-SP e ali surgiria o Ira, ainda sem o ponto de exclamação. Completavam a formação o baterista Fabio Scattone e o baixista Adilson.

Embora muitos acreditem que o nome "Ira" fosse inspirado no Exército Republicano Irlandês, ele nada mais do que remete ao sentimento de ira. Como houve muitos enganos sobre o nome, foi incrementado um ponto de exclamação na tentativa de acabar com outras interpretações, alterando, assim, para "Ira!".

Dois anos se passaram até que o produtor Pena Schimidt descobriu a banda, nessa época contando com Charles Gavin (que viria a se tornar membro dos Titãs) na bateria e Dino (companheiro da antiga banda Subúrbio) no contrabaixo, e os levou até a gravadora Warner, onde o Ira! gravaria seu primeiro compacto, IRA, que contava com as faixas "Gritos na Multidão" e "Pobre Paulista".

Em março de 1985, após trocar Dino por Ricardo Gaspa, e Charles Gavin pelo ex-titã André Jung, o Ira!, com ponto de exclamação, gravaria seu primeiro LP; Mudança de Comportamento. Que conta com 11 faixas, entre elas "Núcleo Base", "Ninguém Precisa de Guerra", "Longe de Tudo" e "Ninguém Entende um Mod".

No ano seguinte, com maior prestígio dentro e fora da gravadora, a banda lançaria o LP Vivendo e Não Aprendendo. O disco, lançado em Setembro, era uma obra prima, trazia grandes hits como "Envelheço na Cidade", "Vitrine Viva", "Pobre Paulista" e "Gritos na Multidão", sendo as duas últimas gravadas ao vivo na Broadway em São Paulo. A canção "Flores em Você" entrou na trilha sonora da novela O Outro da Rede Globo.

Quatro meses depois, a banda ressurgiria com o lançamento do álbum Psicoacústica. Dentre as oito longas faixas estavam "Rubro Zorro", "Manhãs de Domingo", "Farto de Rock 'n' Roll", e um rap de roda "Advogado do Diabo". No caminho para o quarto disco, Edgard Scandurra gravou um disco solo chamado Amigos Invisíveis, onde tocava todos os instrumentos.

 

http://mais.uol.com.br/view/16177750

 



 

João Penca E os Miquinhos Amestrados - Lágrimas de Crocodilo

 

A banda foi formada nos anos 70, inicialmente com o nome Zoo, mas foi no ano de 1982 que eles surgiram para o estrelato acompanhando o cantor Eduardo Dussek. O bom humor era uma das características principais, bem como as roupas e topetes dos anos 50 (inspirados em astros do rockabilly e do rock and roll, como Elvis Presley e Chuck Berry). Além do trio de vocalistas dos álbuns da banda: Selvagem Big Abreu (Sérgio Ricardo Abreu), Bob Gallo (Marcelo Ferreira Knudsen) e Avellar Love (Luiz Carlos de Avellar Júnior). Teve como um de seus integrantes o cantor Leo Jaime.

Algumas das músicas mais famosas da banda foram Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay), Lágrimas de Crocodilo, Romance em Alto Mar, Matinê no Rian (tema de abertura da novela O Sexo dos Anjos, 1989-1990), Papa Umama, S.O.S. Miquinhos e Popstar. A banda também criou a abertura do programa Milk Shake, que era apresentado por Angélica na extinta TV Manchete. Em 1996 o grupo gravou uma versão do Hino do Clube Atlético Mineiro para um CD que foi lançado pela revista Placar. Ao longo dos anos 80, fizeram parcerias com alguns cantores voltados pro público infantil, como Xuxa e Mara Maravilha, e também estrelaram o filme juvenil Lua de Cristal junto com Xuxa, Sérgio Mallandro e grande elenco.

Os músicos eram uma turma de amigos do Leblon, a maioria do mesmo prédio, que formaram a banda "João Penca e seus Miquinhos Amestrados" no início da década de 80, com o nome mais ridículo que conseguiram pensar e dentro do espírito irreverente que caracteriza o brasileiro e, em especial o carioca. Eram nove: Bob Gallo, Avellar Love, Leo Jaime, Selvagem Big Abreu, Leandro Verdeal (ou Leandor), Cláudio Killer (Cláudio Knudsen, irmão de Bob Gallo, morreu em 1983 envenenado por gás no banheiro), Del Rosa, Guilherme Hully Gully e Mimi Erótico. Léo logo saiu para fazer carreira solo. Na época ele disse que a turma não levava a carreira a sério e ele estava a fim de tentar carreira porque precisava de dinheiro.

Na época Eduardo Dussek estava numa fase rock com temas engraçados, daí os Miquinhos participaram de seu disco Cantando no Banheiro (de grande sucesso) e do disco seguinte, Brega Chique, que também teve participação d'Os Paralamas do Sucesso. Em 1983 lançaram o disco "Os Maiores Sucessos de..." (que na verdade não era uma coletânea) e depois mais 5 discos: "Okay My Gay" (1986), "Além da Alienação” (1988), "Sucesso do Inconsciente" (1989), "Cem Anos de Rock ’n Roll" (1991) e "A Festa dos Micos" (1993, coletânea, 1° CD da banda) – além de vários singles. Em 2000 saiu uma coletânea em CD da linha "Hot 20".

Da segunda metade da década de 90 até meados de 2007 a banda esteve inativa, os membros seguiram suas carreiras pessoais e participaram de eventos isolados. Por volta de 2005, e por pouco tempo, Selvagem Big Abreu e Bob Gallo se juntaram à Otávio "Dôdo" Ferreira, Guilherme "Hully-Gully" Belletti e Arturo Marola (uma formação quase igual aos Miquinhos) para formar o grupo Os Pororocas. Paralelo a isto, Avellar Love chegou a formar a banda Gorillas Selvagens e outras aparições esporádicas, como em alguns eventos da Festa Ploc. Porém, em 2007, o grupo se reuniu e voltou a fazer shows. Chegaram a ter a música Sol, Som, Surf e Sal na novela Três Irmãs (2008-2009), que havia sido gravada anos antes mas nunca lançada. Em dezembro de 2008 fizeram um show no Circo Voador (Rio de Janeiro) de gravação do 1° DVD, mas poucas semanas depois a banda voltou a se desfazer e o projeto foi arquivado.

A última formação dos Miquinhos, além do famoso trio de intérpretes, contava com Dôdo Ferreira (baixo), Ricardinho Palmeira (vulgo "Cabelo" - guitarra) - estes dois eram músicos da banda no auge do sucesso - e Sérgio Melo (bateria).

 

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365 -  São Paulo

 

Fundada em 1983, com os ex-integrantes da primogênita banda punk paulistana Lixomania e um ex-integrante do Psykóze, com influências do punk-rock e new wave, a banda contava com Miro de Melo na bateria (ex-Lixomania e Guerrilha Urbana), Tiquinho (guitarra) e Adauto (baixo), também ex-integrantes do Lixomania, e o ex-vocalista do Psykóze, Oclinhos. Nesse mesmo período, o 365 se apresenta no festival de Juiz de Fora, ao lado de Erasmo Carlos, entre outros grandes nomes. A banda , porém, não se parecia nem um pouco com o 365 que hoje se conhece. O projeto é abandonado depois de poucas apresentações.

Em 1985, já com Mingau (ex-Ratos de Porão) no baixo, entram pra banda o vocalista Finho e o guitarrista Ari Baltazar, que junto com Miro, constituem a formação definitiva da banda. Todo o repertório anterior é descartado. Finho e Ari assumem as composições da banda com um estilo voltado para o pós-punk. Sua música foi intitulada por alguns críticos como rock de combate.

Em 1986 é lançado o disco-mix contendo as músicas "São Paulo" e "Canção para Marchar", a canção "São Paulo" torna-se um grande sucesso e posteriormente um clássico do rock nacional. Com a repercussão positiva, em 1987 lançam seu primeiro álbum homônimo, contendo entre outras músicas, uma versão de "Grândola, Vila Morena", música do cantor e compositor português Zeca Afonso. A música original foi utilizada, na década de 70, como senha de sinalização durante a Revolução dos Cravos, em Portugal.

No ano de 1989, com o baixista Callegari (ex-Inocentes) substituindo Mingau, lançam seu segundo álbum, Cenas de um Novo País, com destaque para as músicas "Berço Esplêndido!, "Cegos Movimentos", "Anos 70" e a agregação de novos elementos ao som do grupo.

Desde a formação do grupo, os músicos fizeram inúmeros shows em todo o Estado de São Paulo e outras importantes cidades brasileiras, além de antológicas apresentações em programas de TV, como o Cassino do Chacrinha, Raul Gil, Bolinha, Boca Livre, Viva a Noite, Vitrine, A Fábrica do Som, Turma da Cultura, Metrópoles, Perdidos na Noite e outros. Realizaram vários shows dentro e fora do Estado de São Paulo, além de apresentações em programas de Rádio e TV, como Estúdio ao Vivo Transamérica, Verão Vivo da Bandeirantes, Programa Livre, entre outros.

 

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Afrodite Se Quiser - O Que Ela Tem Que Eu Não Tenho?

Afrodite se Quiser foi uma banda brasileira que esteve em atividade na década de 1980. Sua formação contava com as cantoras Karla Sabah, Emilinha e Patrícia Maranhão.
O nome do trio das meninas é um trocadilho da frase "acredite se quiser" e de "Afrodite" a deusa do amor, da beleza e da sensualidade na mitologia grega.
O trio gravou o LP Afrodite se Quiser em 1987 e emplacou um hit com a música “O Que Que Ela Tem Que Eu Não Tenho?” que se transformou num dos ícones da música pop do Brasil daquela época e até hoje faz sucesso na pista de festa trash.
Patrícia foi a primeira a deixar o grupo e deu lugar a Gisela Zingoni.
Com a nova formação, o grupo lançou seu segundo álbum, Fora De Mim em 1989, e gravou a música Canção Para Inglês Ver para a trilha sonora da telenovela Kananga do Japão da extinta Rede Manchete.
Depois do sucesso passageiro do trio, Karla Sabah foi a única que teve uma carreira solo considerável. Ela posou para a revista Playboy, dirigiu curta-metragens, videoclipes e DVDs para artistas da gravadora Indie, entre eles Alceu Valença, Jorge Aragão e Luiz Melodia e lançou seu disco em Portugal, Japão e Argentina.
Emilinha Borba faleceu em 3 de outubro de 2005 no Rio de Janeiro.

CARLA SABAH -
Carla Sabah, na década de 1980, foi vocalista do trio Afrodite Se Quiser, com o qual gravou os LPs "Afrodite Se Quiser" (1987), com Emilinha e Patrícia Maranhão, e "Fora de mim" (1989), com Emilinha e Gisela Zingoni. Também com o trio, participou da trilha sonora da novela "Kananga do Japão" (BMG/Ariola), na faixa "Canção para inglês ver" (Lamartine Babo).

 

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 Biquini Cavadão - Timidez

Bruno, Álvaro e Miguel, colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de Paulo, e que decidiram tocar junto com mais alguns amigos, num sarau, decidiram fazer daquela ousadia um hábito. Após muitas formações, receberam do amigo Herbert Vianna, guitarrista dos Paralamas do Sucesso, a sugestão do nome "Biquini Cavadão".

A primeira música que compuseram foi Tédio, e esta foi o chamariz para que Carlos Beni (ex-Kid Abelha) insistisse em gravá-los. A demo, que contou com Herbert na guitarra, foi parar na Rádio Fluminense FM , berço de várias bandas de rock nos anos 80. O sucesso da demo, os levou à Polygram para gravar um compacto simples (Tédio / No Mundo da Lua) no começo de 85.

Faltava um guitarrista: Carlos Coelho apareceu logo após o segundo show profissional realizado pela banda. A sua integração se deu rapidamente colaborando nas composições e gravando todos os programas de TV. Era como se ele apenas tivesse faltado no dia de tirar fotos para a capa do compacto.

No meio de 1985, lançam um Mix com Tédio (remix) e No Mundo da Lua, que também chegou às paradas de sucesso. No final daquele ano eles gravam o primeiro LP: "Cidades em Torrente". Além dos dois hits iniciais, eles ainda emplacaram Timidez, Inseguro de Vida. O disco atingiu a marca de 60 mil cópias vendidas em fevereiro de 1986. Foram eleitos a revelação de 85 e excursionam por quase todo o país.

Em 1987, lançaram o LP "A Era da Incerteza". Atingiram a marca de 50 mil copias, embalados por músicas como Ida e Volta e 1/4.

O terceiro disco só viria em 1989. "Zé" emplacou três hits nas rádios: Teoria, Meu Reino e Bem Vindo ao Mundo Adulto.

 

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Camisa de Vênus - Só o Fim

A banda foi formada em 1980 quando Marcelo Drummond Nova, que trabalhava na rádio Aratu em Salvador, conheceu Robério Santana, que trabalhava na TV Aratu. Conversando sobre música os dois descobriram que tinham gostos em comum e decidiram montar uma banda. Marcelo Nova seria o vocalista e Robério Santana o baixista. Robério resolveu chamar seu amigo Karl Franz Hummel para assumir a guitarra base e este, por sua vez, chamou seu amigo Gustavo Adolpho Souza Mullem para tocar bateria. Se juntou ao grupo o guitarrista solo Eugênio Soares.

Nos ensaios, as pessoas que compareciam diziam que o som da banda era muito incômodo. Por isso, Marcelo Nova sugeriu o nome de Camisa de Vênus, por achar preservativo uma coisa muito incômoda. Após duas apresentações em Salvador, Eugênio Soares sai do grupo e Gustavo Mullem, que queria tocar guitarra solo, chama Aldo Pereira Machado para assumir a bateria. Esta seria a formação que tocaria junta até o primeiro fim da banda, em novembro de 1987.

Com a realização de alguns shows na capital baiana, uma pequena gravadora local, chamada NN Discos, se interessa pela banda e chama-os para gravarem um compacto, com a possibilidade de gravarem um álbum. A banda grava duas músicas em Salvador: "Controle Total" e "Meu Primo Zé". O lado A continha uma música "chupada" de "Complete Control" do The Clash, mas com uma letra que falava da vida na Bahia. Já o lado B era composto de uma versão da música "My Perfect Cousin" do The Undertones. O compacto foi lançado em julho de 1982.

Após o compacto, a gravadora decide dar a oportunidade deles gravarem um álbum. Entretanto, com o sucesso de outras bandas do incipiente rock nacional dos anos 80 - o primeiro compacto da Blitz é de 1982, assim como o dos Paralamas do Sucesso e o do Kid Abelha -, a Som Livre se interessa em lançar nacionalmente o álbum. Então, Marcelo Nova é chamado para uma reunião com os executivos da gravadora Som Livre, Heleno de Oliveira e João Araújo, pai de Cazuza. Neste encontro, eles expõem um "problema" para Marcelo Nova: o nome da banda atrapalharia a divulgação do primeiro trabalho (nos jornais o Camisa de Vênus era tratado como "Camisa de…"). Eles sugeriram que o nome fosse trocado por outro "melhor". Marcelo Nova diz que aceitaria a troca de nome e propõe que o novo nome seja "Capa de Pica".

Esta reunião selaria o destino do Camisa de Vênus na gravadora Som Livre e o seu primeiro álbum homônimo, lançado em 1983, teria a distribuição prejudicada. O álbum continha a música Bete Morreu, que faria sucesso nacionalmente, mas que, pouco tempo depois, teria a sua execução radiofônica proibida em todo o território nacional pela censura.

Após o lançamento, a banda fica quase um ano sem gravadora, mas acaba assinando com a RGE. Assim, em 1984, sai o segundo álbum da banda, chamado Batalhões de Estranhos. O disco traz uma banda mais madura e com melhores recursos de estúdio à sua disposição, o que proporciona a realização de um som mais polido e menos agressivo. O segundo álbum da banda traz mais um sucesso radiofônico, Eu Não Matei Joana D'Arc e eles saem novamente em turnê.

Mudança de gravadora

Ao assistir um show da banda, André Midani (diretor da gravadora WEA, na época) vai ao camarim da banda perguntar o que ele precisava para "contratar aquele insulto". Fica acertado então que o Camisa de Vênus lançaria um álbum com o registro ao vivo de um show da turnê, produzido por Pena Schmidt e lançado ainda pelo selo RGE. Ao analisar o material, eles decidem lançar um show em Santos, realizado no dia 8 de março.

Marcelo Nova, que já tinha experiência de músicas censuradas, decide não enviar o álbum à apreciação da Censura, que continuava em vigor apesar do fim da ditadura militar. O álbum Viva foi lançado em 1986 e, quando estava com cerca de 40 mil cópias vendidas foi recolhido pela Polícia Federal por ordens da censura. O próprio Marcelo Nova presenciou cópias de seu disco sendo recolhidas em São Paulo.

Após este episódio, o álbum teve oito de suas dez músicas censuradas por conterem linguagem inapropriada. Entretanto, com a volta às vendas, apesar da proibição de execução radiofônica e, talvez, devido ao impulso conseguido com as notícias da censura do álbum, suas vendas atingem a marca de 180 mil.

Ainda em 1986, entram em estúdio novamente e gravam o álbum Correndo o Risco, o primeiro pela gravadora Warner. O álbum é produzido por Pena Schmidt continuando a parceria que se encerraria apenas com o fim da banda. Ele vende 300 mil cópias e a música "Só o Fim" torna-se a mais tocada nas rádios naquele ano.[1] Além da já citada, são destaques do álbum as músicas "Simca Chambord" e "Deus Me Dê Grana".

Término da banda

Após mais uma turnê, a banda se reúne em estúdio para gravar um novo álbum. Chamam Raul Seixas para uma participação, o que resulta na composição e gravação de Muita Estrela, Pouca Constelação. Marcelo Nova e o Camisa de Vênus conheciam Raul desde uma apresentação no Circo Voador, no Rio de Janeiro em 1984, quando foram informados que Raulzito viria vê-los e acabaram tocando uma seleção de covers de clássicos do Rock.

Assim, em outubro de 1987, lançam o primeiro álbum duplo do rock nacional, Duplo Sentido. A recepção ao álbum é inferior ao último, talvez em reflexo do grande número de músicas. Apesar disto, as vendas somam cerca de 40 mil, mesmo sem uma grande turnê de divulgação.

Desde o disco anterior da banda, Marcelo Nova vinha pensando em sair para seguir novos rumos. Também as relações entre os membros estavam desgastadas pelos vários anos de convivência. Então, logo após o lançamento deste álbum, ele anuncia à banda que estava deixando o grupo para seguir carreira solo, mas que eles poderiam continuar se quisessem. Entretanto, os demais membros decidem encerrar a carreira do grupo.

 

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Capital Inicial - Fátima

 

Em 1978, Fê Lemos, voltou de uma estadia na Inglaterra para Brasília, onde seu pai dava aulas na Universidade de Brasília (UnB). Ele se juntou a um grupo de jovens fãs de punk rock do conjunto de quatro prédios, apelidado "Turma da Colina", que incluía Renato Russo. Os dois mais o sul-africano André Pretorius fundaram a banda Aborto Elétrico, com Renato no baixo, André na guitarra e Fê na bateria. A banda não possuía ninguém no vocal. Pretorius teve de voltar para a África do Sul para cumprir o serviço militar, então Renato se tornou guitarrista e cantor, enquanto que o irmão de Fê, Flávio Lemos, assumiu o baixo. A banda logo se tornou uma das mais populares de Brasília, e um dos seus maiores fãs era Dinho Ouro Preto, um velho amigo de Renato que comparecia a todos os shows.

Surgimento da banda (1983-1985)

Em 1983, Fê e Renato se desentenderam, causando a saída do cantor e a extinção do Aborto Elétrico. Os irmãos Lemos chamaram o ex-guitarrista da Blitx 64, Loro Jones, e uma cantora, Heloísa, para formar outra banda, o Capital Inicial. Depois de um mês tocando em um teatro da Associação Brasiliense de Odontologia com a Plebe Rude e a nova banda de Renato, a Legião Urbana, por pressão dos pais Heloísa sai da banda. Os Lemos fazem uma audição para um novo cantor, e Dinho Ouro Preto assumiu o cargo. Dinho insistiu para que a banda incluísse canções do Aborto no repertório, e mais tarde chamou Renato para concluir a letra de "Música Urbana", que se tornaria um dos primeiros sucessos do Capital. Dinho e Jones haviam antes tocado juntos na banda Dado e o Reino Animal, que incluía os futuros membros da Legião Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Três meses depois, em julho de 1983, estreiam com um show na Unb, tocando em seguida em São Paulo (SESC Pompeia) e no Rio de Janeiro (Circo Voador).

A banda segue em constantes viagens e apresentações nos principais palcos do underground do rock brasileiro. Em 1984, o ritmo cada vez maior de viagens indica a necessidade de estarem mais próximos do seu principal mercado, as regiões Sudeste e Sul. No final do ano assinam seu primeiro contrato fonográfico, com a CBS (atual Sony), e se mudam para São Paulo no início de 1985. Logo em seguida lançam seu primeiro registro em vinil, o compacto duplo Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero. Ainda neste ano integram o elenco da trilha sonora do primeiro "filme-rock" brasileiro, Areias Escaldantes, de Francisco de Paula, ao lado de Ultraje a Rigor, Titãs, Lobão e os Ronaldos, Ira!, Metrô, Lulu Santos e May East.

Primeiros discos

O primeiro LP, Capital Inicial, já pela Polygram, foi lançado em 1986 e recebeu ótimas críticas. "Um rock limpo, vigoroso, dançante e sobretudo competente, a quilômetros de distância da mesmice que assaltou a música pop brasileira nos últimos tempos", assim o jornalista Mário Nery abre a crítica ao disco na Folha de S.Paulo. O álbum trazia faixas como "Música Urbana", "Psicopata", "Fátima", "Veraneio Vascaína", "Leve Desespero" entre outras. Em 1987, contando com o tecladista Bozzo Barretti em sua formação, o Capital Inicial lança seu segundo disco, Independência, emplacando "Prova", "Independência" e a regravação de "Descendo o Rio Nilo".

Nesse ano, é convidado para abrir os shows da turnê do cantor inglês Sting em São Paulo (estacionamento do Anhembi), Rio de Janeiro no Maracanã, Belo Horizonte no Estádio Independência, Brasília no Estádio Mané Garrincha e Porto Alegre no Estádio Olímpico Monumental. Você não Precisa Entender chega as lojas de todo o país em 1988, com "A Portas Fechadas", "Pedra Na Mão" e "Fogo". O ano de 1989 marca o lançamento do álbum Todos os Lados, com as faixas "Todos os Lados", "Mickey Mouse em Moscou" e "Belos e Malditos".

 

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 Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway

 

Os primeiros anos (1984 – 1989)

Quatro estudantes da Faculdade de Arquitetura da UFRGS - Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) - resolveram formar uma banda apenas para uma apresentação em um festival da faculdade, que aconteceria por protesto à paralisação de aulas. O primeiro show da banda foi em 11 de janeiro de 1985.[3] Escolheram o nome Engenheiros do Hawaii para satirizar os estudantes de engenharia que andavam com bermudas de surfista, com quem tinham uma certa rixa. Começaram a surgir propostas para novos shows e, após, algumas apresentações em palcos alternativos de Porto Alegre juntamente com uma série de shows pelo interior do Rio Grande do Sul. A banda, em menos de quatro meses de carreira já consegue gravar duas músicas na coletânea Rock Grande do Sul (1985) com diversas bandas gaúchas, em razão de uma das bandas vencedoras do concurso adicionador à coletânea ter desistido da participação do álbum na última hora. Quando a banda seguiu com seus ensaios, durante a greve da faculdade, Carlos Stein realizou uma viagem, o que acabou inviabilizando sua permanência no grupo, e, tempos depois, ele passa a integrar a banda Nenhum de Nós. Meses passaram, e os Engenheiros do Hawaii gravam o seu primeiro álbum: Longe Demais das Capitais, em 1986. O norte musical do disco apontava para um som voltado à música pop, muito próximo ao ska de bandas como o The Police e Os Paralamas do Sucesso. Destacam-se as canções "Toda Forma de Poder", que foi tema das novelas Hipertensão da Rede Globo e Vitória da Rede Record. "Segurança", além de "Sopa de Letrinhas" e "Longe Demais das Capitais".

Antes de começarem as gravações do segundo disco, Marcelo Pitz deixa a banda por motivos pessoais. Com Gessinger assumindo o baixo, entra o guitarrista Augusto Licks, que havia trabalhado com Nei Lisboa, conhecido músico gaúcho. Os Engenheiros lançam o disco A Revolta dos Dândis, em 1987. A banda muda o direcionamento temático, iniciando uma trilogia baseada no rock progressivo, com discos com repetições de temas gráficos e musicais e letras em que ocorre a auto-citação. Os arranjos musicais são influenciados pelo rock dos anos 60, as letras são críticas, com ocorrência de várias antíteses e paradoxos e aparecem citações literárias de filósofos, como Albert Camus e Jean-Paul Sartre. Destaque para os hits "Infinita Highway", "Terra de Gigantes", "Refrão de Bolero" e a faixa título, dividida em duas partes. Começam os shows para grandes plateias nos centros urbanos do país, como o festival Alternativa Nativa, realizado entre 14 e 17 de junho de 1987. A partir desta data, os Engenheiros encheriam ginásios e estádios pelo Brasil afora. Porém, houve polêmicas e a banda chegou mesmo a ser acusada de elitista e fascista pelo conteúdo de suas letras. As polêmicas se intensificaram quando membros da banda se apresentaram com camisetas estampadas com a Estrela de Davi e a Suástica. O disco seguinte, Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém, de 1988, pode ser visto como uma continuidade do anterior, tanto pelo trabalho da capa do álbum como pelo tema e estilo de suas canções. Destaque para as músicas "Somos Quem Podemos Ser", "Cidade em Chamas", "Tribos & Tribunais", a faixa-título e "Variações Sobre o Mesmo Tema", esta última uma homenagem à banda Pink Floyd, com sua estética progressiva e dividida em três partes. O álbum também marca a saída dos Engenheiros da cidade de Porto Alegre, indo morar no Rio de Janeiro. Consolidada a nova formação, os Engenheiros lançam Alívio Imediato, de 1989, quarto disco da banda e o primeiro registro ao vivo. Suas canções mostram uma retrospectiva de suas principais canções e as novas perspectivas a serem incorporadas, em especial o som mais eletrônico, presente na faixa título e na música "Nau à Deriva", ambas gravadas em estúdio e as demais gravadas ao vivo no Canecão, no Rio de Janeiro.

 

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Nenhum de Nós - Camila, Camila

Sady Homrich e Carlos Stein se conheceram nos tempos da primeira série escolar, mais tarde, na 5º série, conhecem Thedy Corrêa. Na faculdade, Stein foi um dos fundadores do grupo Engenheiros do Hawaii. Depois de dois shows, saiu para formar o Nenhum de Nós com Corrêa e Homrich. Após algum tempo, foram chamados para abrir um espetáculo do DeFalla na Sociedade de Amigos da Praia do Imbé (SAPI). Antônio Meira, produtor, gostou da música dos jovens e eles, então, assinaram com a BMG Ariola e gravaram seu primeiro álbum. O disco, homônimo, foi lançado em 1987 e vendeu 30.000 cópias.

Em 1988, a música de trabalho do primeiro disco, Camila, Camila torna-se um hit nacional, chegando ao 3° lugar na parada brasileira. O sucesso promoveu novos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo e o lançamento do 2° álbum. Cardume, produzido por Reinaldo Barriga, foi lançado em Março de 1989 e vendeu 250.000 cópias garantindo à banda seu primeiro disco de ouro. No álbum está incluída Astronauta de Mármore, versão da música Starman de David Bowie, que foi a música nacional mais tocada naquele ano.

 

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 Uns e Outros - Carta aos Missionários

 

O Uns e Outros surgiu em 1983 tendo como formação original Marcelo Hayena nos vocais, Nilo Nunes na guitarra, Cal no baixo e Jonathas Nunes (irmão de Nilo) na bateria.
Em 1986 a banda participa do Festival Banda Contrabanda com a música?Dois Gumes?, ficando em 2º lugar. As 12 melhores bandas deste festival participaram da gravação de uma coletânea. ?Dois Gumes? teve uma boa execução nas rádios atraindo a atenção de gravadoras e o convite para a gravação do 1º Disco, ?Nós Normais? pela Polygram.
Lançado em junho de 1987, ?Nós Normais? levou ?Dois Gumes? de volta para as rádios, sendo novamente bem executada.
Após 1 ano a banda e a gravadora rescindem o contrato.Em Setembro de 1988, a banda assina um novo contrato, desta vez com a gravadora Sony, para o lançamento do segundo disco, ?Uns & Outros?, agora com o baterista Ronaldo Pereira.
Este disco, gravado entre Outubro e Novembro de 1988 e lançado em Maio de 1989, estourou com diversos sucessos, dentre eles ?Carta aos Missionários? (canção que ficou em 1º lugar durante vários meses nas principais rádios do país), ?Dias Vermelhos? e os sucessos ?Máquina Mortífera? e ?Lágrimas entre Máscaras? que foram bastante executados em diversos estados. 

Fonte: letras.com.br

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Garotos de Rua - Tô de Saco Cheio

O Garotos da Rua, nome inspirado numa música de Carlos Caramez e Sérgio Mello, foi criado em julho de 1983, em Porto Alegre por Bebeco Garcia, o baterista Edinho Galhardi, o saxofonista King Jim e o baixista Mitch Marini. Iniciaram tocando como banda da casa no bar Rocket 88, reduto do Rock'n'Roll na cidade.

Seis meses mais tarde, com a entrada do Geraldo Freitas (baixo) e do Justin Vasconcelos (guitarra), o grupo faz sua primeira demo, Sabe o Que Acontece Comigo?, e inicia uma série de shows em Porto Alegre e em mais de 50 cidades do Rio Grande do Sul.

Em 1985, é lançado o primeiro compacto da banda: Programa, pela Gravadora ACIT. No mesmo ano, participam do LP Rock Garagem e apresentam-se no festival MPG, que reúne 40.000 pessoas no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre.

Ainda em 1985, são contratados pela gravadora RCA e tornam-se nacionalmente conhecidos através do hit "Tô de Saco Cheio", cujo sucesso os convence a se transferirem para o Rio de Janeiro.

Empolgados, lançam seu primeiro álbum pela RCA, Garotos da Rua, que também inclui as músicas "Você é Tudo que Eu Quero", "Sabe o Que Acontece Comigo?", "Babilina", "Não é Você" (com a guitarra de Celso Blues Boy) e "Gurizada Medonha".

No ano seguinte, gravam o disco Dr. em Rock 'n' Roll, e a música "Eu Já Sei" vira hit em todo o país, ao figurar na trilha da novela Mandala, da Rede Globo..

Em 1988, com um repertório mesclando o blues e o rhythm and blues com o rock, os Garotos gravam o LP Não Basta Dizer Não, consolidando-se ainda mais no mercado brasileiro. Os destaques do disco são "Meu Coração Não Suporta Mais", "Harley Davidson Blues" e "Só Pra Te Dar Prazer". Apesar disso, integrantes dissolvem a banda e decidem partir para projetos individuais.

 

http://mais.uol.com.br/view/16177743

 



 Plebe Rude - Até Quando Esperar

 

Banda formada nos anos 80 por Philippe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra. Em Brasília, fizeram parte da turma da Colina, integrada por outras bandas como Paralamas do Sucesso e Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana). O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura punk da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Por estes fatores, é considerado uma mistura do punk rock, com a influência post punk inglesa e sua invasão oitentista do new wave. A Plebe Rude e a Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Pato de minas em 1981 e apos as apresentações acabaram sendo presos por causas de suas letras a Plebe por uma musica chamada "Voto em branco" e a Legião pela "Música urbana 2" mas todos acabaram soltos após a policia local ser informada por eles mesmos que eram de brasilia, temendo que eles fosem filhos de politicos.

 fonte: www.letras.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177761

 



 

Dr. Silvana & Cia. - Eh oh

O Dr. Silvana & Cia. foi formado em 1984 por Ricardo Zimethaum, Cícero Pestana, Jorge Soledade e Edu, no Rio de Janeiro. Ficou conhecido nacionalmente pelas letras bem-humoradas e de duplo sentido.
Lançou um compacto pela CBS em 1984, Eh! Oh!, e um LP pela mesma gravadora no ano seguinte, intitulado Dr. Silvana & Cia. Duas músicas do disco transformaram-se logo em hit: Serão Extra e Taca a Mãe pra Ver se Quica.
Em 1985, o Dr. Silvana & Cia. participou da coletânea Que Delícia de Rock, lançada pela CBS. Em 1989, o grupo lançou seu segundo álbum: Ataca Outra Vez.

fonte: www.letras.com.br

A música de maior sucesso da banda é Eu fui dar mamãe, mas coloquei essa, porque é uma música alto astral, que traz otimismo a quem a escuta.

 

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Egotrip - Viagem ao Fundo do Ego

 Imagine músicos jovens e talentosos, que tinham atitude rock 'n' roll e carregavam na bagagem as mais diversas (e positivas) influências nacionais e internacionais; esse era o perfil do Egotrip, grupo formado (ou melhor, fabricado) em 1987 pelo baixista Arthur Maia. Como todo grupo fabricado, o Egotrip não chegou longe, mas durou tempo suficiente para emplacar uma canção, Viagem Ao Fundo Do Ego, que teve boa execução nas rádios.

O único disco gravado pela banda é um prato cheio para os admiradores de rock 'n' roll sem rótulos ou diretrizes. Nele é possível encontrar desde o rock 'n' roll mais elementar até rítmos mais pop e dançantes típicos do rock de arena; tudo comandado pelo baixo e pelos teclados, diga-se de passagem, e a presença de sax em algumas músicas ainda confere ao disco um caráter jazzístico apetitoso.

Além da já citada Viagem, carro-chefe do trabalho, destaco Kamikase, Antes Nós Que Sós, a balada Arlequim e A Lei Sou Eu, cujo refrão diz "Vou prender a quem me prendeu / Vou bater em quem me bateu / Vou ofender a quem me ofender / Nessa terra sem lei a lei sou eu".

fonte: brasilrockmp3.blogspot.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177738

 

 


 


Cólera - Dinheiro

A banda Cólera é um dos primeiros grupos de punk rock brasileiros, formada em 1979 em São Paulo pelos irmãos Redson (Edson Lopes Pozzi, guitarra e vocais) e Pierre (Carlos Lopes Pozzi, bateria) e Helinho, vendo a ser substituído pelo amigo Val (Valdemir Pinheiro), novamente substituído depois por Josué Correia e mais tarde por Fabio Bossi, baixo).

Participou da coletânea inaugural do movimento, Grito Suburbano (1982) e desde cedo se destacou pela postura pacifista, antimilitarista e ecológica. Duas coletâneas depois ? Sub e O Começo do Fim do Mundo (ao vivo), ambas de 1983 ? e chegariam ao seu primeiro LP, Tente Mudar o Amanhã (1985). Seu segundo LP, Pela Paz em Todo o Mundo (1986), tornou-se um clássico do punk rock brasileiro (com destaque para a faixa-título e ?Medo?) e um recordista de vendas em se tratando de um produção independente: 85 mil cópias.

Em 1987, o Cólera se tornou a primeira banda de punk rock do país a excursionar pela Europa, num circuito alternativo, só de punks. Em 1989, gravações desses shows viraram disco ao vivo (no mesmo ano, a banda também lançaria o LP Verde, Não Devaste).

fonte: www.letras.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177734

 



 

Grafite - Mamma Maria

Banda carioca, fundada em 1980 pelos irmãos Chico, Paulinho de Tarso e Humberto Donghia. Seus sucessos Mamma Maria, Siga-me e Seu Lugar alcançaram o topo das paradas de sucesso em rádios e TVs por todo o Brasil e romperam fronteiras, chegando até Portugal e outros países.

O grupo foi premiado com seis discos de ouro, entregues no ?Cassino do Chacrinha?, programa que se tornou o maior palco das performances da Banda Grafite na TV brasileira, com mais de 40 apresentações.

Os irmãos também marcaram presença em vários outros programas de audiência nacional como Globo de Ouro; Perdidos na Noite, com Fausto Silva; Programa Raul Gil; Viva a Noite, com Gugu Liberatto; Programa Sílvio Santos, Hebe Camargo, Barros de Alencar, Flávio Cavalcante, Bolinha e J. Silvestre. Ao todo foram mais de 2 mil apresentações ao vivo, até 1989.

fonte: www.vagalume.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177747

 



 

Golpe de Estado - Caso Sério

 

Fundada por Paulo Zinner, compositor e considerado um dos melhores bateristas do Brasil, a banda surgiu em 1985 com Hélcio Aguirra (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Catalau (vocal). Realizaram mais de 350 shows por todo o Brasil, nas principais casas noturnas, auditórios, teatros, além de aparições constantes em programas de televisão de grande alcance durante todos esses anos.

A importância do Golpe de Estado no cenário musical brasileiro pode também ser medida pelo peso das bandas para as quais realizou abertura em shows no Brasil: nada menos que dinossauros do rock como Deep Purple, Jehtro Tull e Nazareth.

A banda manteve sua formação inicial, com Catalau nos vocais, até 1995, período em que gravou seus primeiros trabalhos. Os dois primeiros trabalhos, “Golpe de Estado” (1986), e “Forçando a Barra” (1988), além dos originais em LP, foram relançados em CD com duas versões. A primeira reuniu os dois primeiros álbuns em um mesmo CD e a segunda as faixas bônus gravadas ao vivo no Projeto SP – um dos grandes espaços para shows da época – gravadas ao vivo em 1988.

Depois desses trabalhos vieram “Nem Polícia, Nem Bandido” lançado em LP (1989).

 Fonte: somtrês.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177744

 



 

Hanoi Hanoi - Totalmente Demais

Criado por Arnaldo Brandão (ex-A Bolha) a partir de uma parceria com o poeta Tavinho Paes, o "Hanói-Hanói" gravou seu primeiro LP em 1986, contendo os sucessos "Totalmente Demais" (posteriormente regravado por Caetano Veloso) e "Blablabla Eu Te Amo" (mais conhecido pela interpretação de Lobão). Em 1988, em seu segundo disco, o grupo lançaria outra música que ficaria famosa com outro intérprete: "O Tempo Não Pára", parceria de Brandão com Cazuza, que popularizou a própria versão. O terceiro disco, "O Ser e o Nada" (EMI), é de 1990 e tanto o título quanto o conceito do disco são empréstimos feitos ao papa do existencialismo, Jean-Paul Sartre. O grupo teve seu grande momento ao vivo durante o Rock In Rio II em 1991, quando substituíram o Barão Vermelho. No ano seguinte, foi lançado Coração Geiger, CD que não repetiu o sucesso dos lançamentos anteriores.

fonte: www.letras.com.br

 

 

http://mais.uol.com.br/view/16177748

 



 

Herois da Resistência - Só Pro Meu Prazer

Heróis da Resistência foi uma banda brasileira formada por Leoni (voz e baixo), Jorge Shy (guitarra), Lulu Martin (teclados), Alfredo Dias Gomes (bateria) no Rio de Janeiro, em 1986. Em 86, com a vontade de cantar sua próprias canções, Leoni resolveu sair do Kid Abelha e montar uma nova banda, ?Heróis da Resistência?. Lançou três Lps e conquistou mais um disco de ouro. As canções ?Só pro meu prazer? e ?Double de corpo? se tornaram hits imediatos. Com o tempo, os objetivos artísticos do grupo passaram a divergir e o músico voltou para a estrada para iniciar sua carreira solo.

 

fonte: www.letra.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16177768

 



 Tokyo - Garota de Berlim

 

Esta é a famigerada banda que Supla, ou melhor, Eduardo Smith de Vasconcellos Suplicy. O rapaz, após morar nos Estados Unidos, retornou ao Brasil completamente fascinado pela cultura punk. Montou bandas, tocou sozinho, até que, uma de suas formações, Zig-Zag, desembocou no Tokyo, após o encontro de Supla com o guitarrista e produtor Eduardo Bidlovski. Já como Tokyo e com a presença de Andrés Etchenique, Conde, Marcelo Zarvos e Rocco Bidloviski, conseguiram um contrato com a Som Livre e lançaram um compacto chamado Mão Direita, que caiu nas graças da censura de 1985 por tratar-se de masturbação. Pouco depois, já contratado do selo Epic, o Tokyo lança Humanos, que também daria nome ao primeiro LP. A canção, mas Garota de Berlim e Metralhar E Não Morrer fazem sucesso, mas Supla jamais se livrou do rótulo de punk de boutique. Encerram a carreira em 1987, após lançar um segundo disco que ninguém ouviu.

fonte: monkeybuzz.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16186106

 



 

Herva Doce - Amante Profissional

A ideia para criar o grupo surgiu no carnaval de 1982, quando Marcelo Sussekind e Renato Ladeira gravaram quatro músicas "demo" ("Volta Meu Bem", "Ganhei Um Avião", "O Negócio é Relaxar" e "Não Faz Sentido" ? esta última, se transformaria posteriormente num grande sucesso na voz de Ney Matogrosso). A "demo" foi apresentada a Fernando Mansur, locutor da Rádio Cidade do Rio de Janeiro, que acabou por incluir "Volta Meu Bem" na programação da rádio.

Em seguida, Sussekind e Ladeira assinaram um contrato com a EMI Odeon. Por exigência da gravadora, tiveram de desistir de se apresentar como dupla e montaram uma banda, a qual incluía o baterista Sérgio Della Mônica (que apenas assinou o contrato, mas que nunca se apresentou com o grupo), o baixista e guitarrista Paul de Castro e o baixista Roberto Lly. O primeiro LP do grupo foi lançado em novembro de 1982 tendo como carro-chefe a música "Erva Venenosa" (versão de "Poison Ivy", uma canção de 1959 do conjunto The Coasters, composta por Leiber/Stoller[1]).

O grande momento do "Herva Doce" ocorreu em 18 de junho de 1983, quando abriram o show do Kiss no estádio do Maracanã, tendo se apresentado para um público estimado entre 140 e 200 mil pessoas (dependendo da fonte). O grupo também abriu um show do Van Halen no Maracanãzinho.

Depois de gravar mais um disco pela EMI, o grupo assinou contrato com a RCA. Nesta época, Paul de Castro e Pena saíram da banda, dando vez para Fred Maciel (bateria e voz).

O primeiro LP pela RCA (terceiro do grupo) trazia a faixa-título "Amante Profissional", um grande "hit" nas rádios do Brasil e que originou (numa época pré-MTV) o número recorde de três videoclips por três emissoras de TV diferentes.

A banda gravou ainda mais um LP ("Desastre Mental", de 1986), que teve boa recepção por parte da crítica, mas cujas vendas não foram expressivas. Finalmente, após a saída de Fred Maciel, o grupo ainda chegou a lançar um compacto com a música "Faz Parte do Meu Show", escrita por Renato Ladeira e Cazuza, e que acabaria sendo um grande sucesso na voz do último.

fonte: www.letras.com.br

 

 

 http://mais.uol.com.br/view/16186108

 



 Inocentes - Pátria Amada

O Inocentes nasceu em 1981, sob o signo do Punk paulistano, formada por ex-integrantes de duas bandas seminais do movimento, Restos de Nada e Condutores de Cadáver, rapidamente se destacou nos festivais pela cidade e em 1982, já participava do primeiro registro em vinil de bandas punks brasileiras a coletânea, “Grito Suburbano”, lançada no Brasil e posteriormente na Alemanha pelo selo Vinyl Boogie. As performances poderosas e a postura firme da banda, logo a alçaram ao patamar de uma das porta-vozes do movimento. É famosa a frase escrita por Clemente em seu manifesto de 1982, “Estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, para pintar de negro a Asa Branca, atrasar o Trem das Onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”, eles foram uma das bandas mais solicitadas do movimento naquele momento, presentes em várias matérias de TV, revistas e no documentário “Garotos do Subúrbio” de Fernando Meirelles além de participarem do festival e da coletânea “O Começo do Fim do Mundo” no SESC Pompéia. Em 1983, lançam o EP “Miséria e Fome” por selo próprio e na Alemanha pela Weird System, e no final do mesmo ano, a banda encerra suas atividades no palco do Napalm. No início de 1984, o Inocentes, volta aos palcos com novo som e nova formação, atuando na cena Rock Paulista em 1986 eles são contratados pela Warner e se tornam a primeira banda punk brasileira a assinar com uma gravadora multinacional, nesse mesmo ano lançam o mini-lp “Pânico em SP” e fazem sua primeira turnê nacional, ficam conhecidos em todo país e finalmente atingem a grande mídia e o grande público. Ainda pela Warner lançam mais dois discos, “Adeus Carne” de 1987 e “Inocentes” de 1989.
Fonte: Wikipédia


Magazine - Tic Tic Nervoso

O então Verminose tocou em praticamente todos os palcos existentes em São Paulo, naquela época. Os integrantes do Verminose viram-se envolvidos em uma confusão generalizada, no palco do Teatro Lira Paulistana, no auge do conflito entre os punks da capital e os do ABC paulista. Nesta época, 1983, Kid Vinil havia concedido uma entrevista à revista Veja, criticando a cena punk paulista, sendo acusado de "traidor do movimento". Depois disso, a banda decide remodelar seu som, inspirando-se no rockabilly e na estética new wave, optando por também alterar o nome para Magazine, baseado no grupo homônimo inglês, liderada pelo vocalista Howard Devoto.

A banda acabou sendo uma das primeiras contratadas da chamada safra paulistana da WEA, que também incluíram, posteriormente, Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, entre outras.

Por intermédio de Pena Schmidt, a banda gravou, no estúdio dos músicos Tico Terpins e Zé Rodrix, o Áudio Patrulha, o primeiro compacto simples pela WEA, que continha a faixa "Eu Sou Boy". Completava o compacto a faixa "Kid Vinil".

A banda entra em estúdio para a gravação de seu primeiro LP (nesta época, era comum para as gravadoras lançarem os novos artistas em compactos simples, baratos de serem produzidos, para, dependendo da receptividade do público, lançar um LP ou, ainda, mais um compacto).

O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 1983, e continha várias canções compostas por Tico Terpins e Zé Rodrix, mais algumas releituras de músicas da jovem guarda, que faziam parte do repertório do grupo ao vivo. Deste LP, foi extraído o segundo compacto, "Adivinhão", gravada originalmente por George Freedman, em 1961.

No ano seguinte, a banda grava mais um compacto: "Tic Tic Nervoso", que posteriormente se tornou trilha da novela Livre para Voar, da Rede Globo. Com a agenda cheia, a banda tocava em todos os lugares do país. Kid Vinil, em entrevista, relembrou, dessa fase, um show na cidade de Manaus, no Amazonas: "serviram pra gente depois do show, uma tartaruga gigante inteira preparada na hora... "Tic Tic Nervoso" era uma composição da dupla Antonio Luiz e Marcos Serra produzida por Liminha e Ted Gaz.

Após os lançamentos, o Magazine entrou em crise, sem saber qual direção musical tomar. Pressionados pela gravadora, lançaram no primeiro semestre de 1985 "Glub Glub no Clube", composição de Ted Gaz.

Neste momento, sem planos de gravar um novo LP, o Magazine acabou emplacando mais uma música em trilha sonora de novela da Rede Globo. Com produção de Pena Schmidt e Liminha, produtores dos primeiros compactos do grupo, o Magazine fez uma nova canção sobre a letra de "Comeu", balada de Caetano Veloso. Com isso, o Magazine emplacou o tema da novela A Gata Comeu, com direito até a um videoclipe, produzido pela Rede Globo.

O lançamento da canção foi sucedido pela saída de Kid Vinil do Magazine, tendo ele, imediatamente, iniciado um novo projeto: Kid Vinil e os Heróis do Brasil. O Magazine ainda tentou seguir sem Kid Vinil, trazendo um novo vocalista (Pedrinho - ex-Beijo na Boca), chegando a gravar um compacto 12 polegadas pela Continental, que não emplacou e, como consequência, ocasionou a debandada em massa dos integrantes. O disco trazia as faixas "Pegue Seu Nariz" e "Nellie, o Elefante", versão para "Nellie, the Elephant", do grupo Toy Dolls.

 

http://mais.uol.com.br/view/16186110

 



 

 Metrô - Tudo pode Mudar

 

Durante um festival estudantil em 1979, uma banda começava a despertar interesse no público: A Gota Suspensa! As suas músicas eram num estilo próximo ao rock progressivo e algumas das letras em francês. A banda teve várias formações, porém em 1983, Virginie (vocal) juntamente com Alec (guitarra), Dany (bateria), Yann (teclado) e Marcel Zimberg (sax) retornam as canções e a simplicidade inicial e conseguem gravar um LP pelo selo independente Underground. Zaviê (baixo) já estava na banda, porém durante as gravações, ele teve que se ausentar e foi substituído por Tavinho Fialho, mas voltou a banda logo em seguida pra lançar o lp. Na época, Alec explicava: "A idéia básica é não complicar, estamos nos lançando com um som tecno-pop mas queremos estar abertos para outros estilos, sempre num lance simples. Sem complicação e com muita coisa nova." A banda lotava lugares como Rose Bom-Bom só na propaganda boca-a-boca.

Após uma divergência de opiniões com o produtor sobre o caminho a seguir, resolvem se separar e fazer tudo novo. A banda passou a tocar um rock romântico, tendo como influências a Rita Lee, aqui no Brasil e lá fora, Blondie e B-52's. Decidem trocar de nome e após algumas sugestões como Tokyo, Telex e Bamboo, o próprio grupo decide pelo nome Metrô, que vem de "Metropolitanos", Dany explica: "somos 'nóis': São Paulo, Paris, Nova York... Sabe? Somos bichos da cidade grande...".

Sai Marcel e em 1984, gravam nos Estúdios Transamérica (São Paulo), com produção de Luiz Carlos Maluly e Alexandre Agra o compacto ?Beat Acelerado?, originalmente uma bossa nova de Vicente França, Alec e Yann. O sucesso é enorme! O Compacto dá a volta no Brasil e garante a entrada do grupo nos estúdios para fazer um LP, lançado no ano seguinte. O lp ?Olhar? teve vários sucessos tocado nas rádios, como ?Sândalo de Dândi?, ?Tudo Pode Mudar?, ?Ti Ti Ti?, ?Johnny Love? (incluída no filme ?Rock Estrela?, do qual o grupo também fez uma participação) e a própria faixa-título. Nesse álbum, é gravada a versão original de ?Beat Acelerado? (bossa) com uma pequena frase em francês e é batizada como Versão II. Com o excesso de shows pelo país, cansaço, muita pressão entre outros fatores, acabam perdendo o chão e separam-se de Virginie em abril de 86, no auge.

A banda, que iria se chamar Tristes Tigres, volta com o mesmo nome, mas com um novo vocalista, Pedro Parq, ex-vocalista do Mler If Dada, um dos melhores grupos do underground português e em 1987 lançam o LP ?A Mão de Mao?. O técnico que trabalhava com a banda (Paulo Junqueiro) mostrou aos rapazes o disco do Mler Ife Dada, onde o Pedro havia trabalhado. Os rapazes chaparam no som e na voz do Pedro e o Yann foi a Portugal buscá-lo para a banda. Chegaram a fazer um show onde convidaram um grupo de pagode (de raiz) e tocaram todo o álbum ?A Mão de Mao? em ritmo de Samba. A música ?Gato Preto? tem um relativo sucesso, mas o grupo não dura muito. Não houve um fim declarado, não teve uma conversa do tipo "vamos acabar", simplesmente foi acabando. Cada um foi vivendo sua vida e quando perceberam, já tinham acabado há tempos.

Já a Virginie, com amigos novos, parceiros novos, muita novidade, conhecendo gente como Arrigo Barnabé, Itamar Assunção, Eliete Negreiros, Vania Bastos, Carlos Careqa, Philippe Kadosh e mais uma penca de gente dos mais variados bordos, alguns desmerecidamente somente notórios em sua roda... Tantas influências, tantas parcerias e participações muito honrosas: Inimigos do Rei, Joe (ex-Eutanásia), Jairzinho & Simony (ao lado de Gal e Tim Maia!), Supla, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Kid Vinil.

Em 1988, após passar um tempo estudando piano, canto e escrevendo o que se passava para aliviar, Virginie voltou com uma nova banda, Fruto Proibido e um novo LP, ?Crime Perfeito?. Nele, músicos de outro bordo como Dom Beto (pensando nela), Nilton Leonardi, Ari Holand, Michel Freidenson. A música Más Companhias foi incluída na novela Fera Radical da TV Globo. Virginie é autora de 7 das 10 músicas que aparecem no LP. Foi bom, mas não durou muito.

 fonte: www.letras.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16186111

 



Os Replicantes - Surfista Calhorda

 

Os Replicantes era uma banda brasileira de punk rock, formada na cidade de Porto Alegre em 1983. Atualmente com Júlia Barth o seu som lembra o rock alternativo, deixando um pouco de lado o seu antigo punk rock da época do cantor Wander Wildner.

Reconhecimento nacional

Na sequência fazem um videoclipe para "Surfista Calhorda" e são convidados a participar da coletânea Rock Garagem, com a música "O Princípio do Nada". Em 1986 assinam contrato com a gravadora RCA (depois BMG), e gravam o LP O Futuro é Vórtex, em São Paulo. As músicas "Surfista Calhorda" e "A Verdadeira Corrida Espacial" saem na coletânea Rock Grande do Sul, que traz as bandas DeFalla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e TNT. "Surfista Calhorda" tem boa aceitação nas rádios de todo país e logo se torna um hit.

O segundo disco, lançado em 1987, também pela BMG, é Histórias de Sexo e Violência, outro clássico, com "Sandina", "Astronauta" e "Festa Punk". Nesta época fazem uma série de shows em São Paulo, tocando ao lado de outras bandas do cenário da época, como o Plebe Rude, Cólera, Garotos Podres e 365. Lançam o primeiro vídeo da música brasileira em locadoras, a fita VHS Os Replicantes em Vórtex, com videoclipes e shows da época.

Nova fase

Em 1989, lançam o quarto disco, terceiro pela BMG, o também Papel de Mau, com Luciana Tomasi (produtora da banda desde o início) nos teclados e vocais de apoio. Após dois shows de lançamento, Wander Wildner sai da banda. O baterista Carlos Gerbase torna-se o vocalista dos Replicantes e chamam a baterista Biba Meira para a vaga.

 

fonte:www.letras.com.br

 

http://mais.uol.com.br/view/16186116

 



  Roupa Nova - Whisky a Go Go

 A banda surgiu em agosto de 1980, devido a mudanças ocorridas após 1978 no grupo chamado Os Famks, e mantém até hoje sua formação original. É composta por Paulinho (percussão e vocal), Serginho Herval (bateria e vocal), Nando (baixo e vocal), Kiko (guitarra e vocal), Cleberson Horsth (teclados e vocal) e Ricardo Feghali (piano, teclados e vocal).

Neste mesmo ano o Roupa Nova defendeu a canção "No Colo D'el Rey" no festival MPB Shell, gravando logo em seguida o primeiro álbum que já emplacou nas rádios grandes sucessos como Canção de Verão, Bem Simples, Sapato Velho e Roupa Nova, canção de Milton Nascimento e Fernando Brant que deu origem ao nome do grupo desde então.

Em 1982 a banda se consagra no cenário nacional com o lançamento do segundo disco da carreira, que trazia clássicos como Clarear, tema da novela O Jogo da Vida da Rede Globo, Lumiar, Vira de Lado, Vôo Livre e Simplesmente que entrou para a trilha sonora da novela Paraíso. No mesmo disco estava a canção Estado de Graça, incluída na trilha sonora nacional da novela Campeão da TV Bandeirantes.

O álbum seguinte, lançado em 1983, impulsionou a carreira do Roupa Nova com o sucesso nacional da canção Anjo, trilha sonora da novela Guerra dos Sexos da TV Globo, ficando entre as dez canções mais tocadas nas rádios de todo o Brasil naquele ano. Do mesmo disco o Roupa Nova ainda emplacou a balada Sensual, que se tornou trilha sonora da novela Voltei Pra Você da Rede Globo e O Direito de Nascer do SBT, e ainda os hits Boa Viagem, Tudo Desarrumado e Fora do Ar.

Em 1984 o Roupa Nova se mantêm nas paradas de sucesso com o lançamento do quarto álbum da carreira, que trazia entre outras, os hits Whisky a Go Go, Chuva de Prata, Tímida, Não Dá e Com Você Faz Sentido.

No ano seguinte, 1985, o Roupa Nova viria a lançar aquele que seria o seu álbum mais bem sucedido, trazendo vários de seus grandes sucessos, tais como Dona, Seguindo no trem azul, Linda Demais, Sonho, Corações Psicodélicos e Show de rock'n roll. O álbum alcançou a marca de 2,2 milhões de discos vendidos, conquistando discos de ouro, platina, duplo de platina e alavancando de vez a carreira da banda, que a cada ano vinha se tornando mais popular.

São os atuais recordistas em trilhas sonoras de novelas, com mais de 30 músicas Além delas, "Videogame" se tornou a trilha sonora do Jornal da Manchete, da extinta Rede Manchete. Os temas mais famosos são "Canção de Verão", da novela As Três Marias de 1980,"Bem Simples", da novela O Amor É Nosso de 1981, "Anjo", da novela Guerra dos Sexos de 1983, "Dona" (Roque Santeiro, 1985), "A Viagem" (A Viagem, 1994), "Coração Pirata" (Rainha da Sucata, 1990) e ainda "Felicidade" e "Começo, Meio e Fim", ambas temas da novela Felicidade de 1991

O grupo também esteve presente na gravação original de outros três temas bastante conhecidos. O "Tema da Vitória", usado nas transmissões das corridas de Fórmula 1 da Rede Globo, imortalizado nas vitórias do piloto brasileiro Ayrton Senna o tema do Rock in Rio, em 1985 e ainda o tema de abertura do programa Vídeo Show da TV Globo.

Outro grande sucesso da carreira do Roupa Nova é "Whisky a Go Go", composição de Michael Sullivan e Paulo Massadas, gravada originalmente em 1984, tema de abertura da novela da Rede Globo Um sonho a mais. "Whisky a go-go" é um grande sucesso presente até os dias de hoje, tanto nos shows do grupo quanto em danceterias, clubes e festas.

Algumas novelas tiveram mais de uma música do Roupa Nova em sua trilha sonora. É o caso de Um sonho a mais de 1985, que além do hit "Whisky a Go Go", tema de abertura, tinha também "Chuva de Prata" na voz de Gal Costa com participação especial do sexteto. Na novela Corpo Santo, exibida pela extinta Rede Manchete em 1987, o tema de abertura era "Um Lugar no Mundo" do Roupa Nova.  Além desta canção o grupo estava presente em "Amor Explícito" (ao lado de Simone) e "Um Sonho a Dois" (ao lado de Joanna)

 

fonte: Wikipédia

 

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  RPM - Louras Geladas

 

Tudo começou em 1976, em São Paulo, quando Paulo Ricardo de Oliveira Nery conheceu Luiz Schiavon na casa de um amigo em comum. Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista clássico. Schiavon buscava um novo caminho, mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém.  Os dois planejavam, então, criar sua própria banda de rock

Foi assim que Paulo recebeu o convite para integrar o AURA, uma banda de jazz-rock que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria. Podemos dizer que o Aura serviu como experimento e forma de trabalho criativo. Em 1983, Paulo abandonou o curso de Jornalismo que fazia na Escola de Comunicação e Artes - USP e foi para Londres, onde passou 6 meses. De Londres Paulo fazia matérias como correspondente para a revista Som Três e reuniu elementos para uma nova banda que pensava formar com Schiavon. De volta ao Brasil e com um projeto já bem definido de banda que idealizou com Schiavon por cartas enquanto esteve fora, os dois começaram a compor. As primeiras foram Olhar 43, A Cruz e a Espada e Revoluções por Minuto.

Gravaram uma fita demo destas músicas com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios. O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o Rotações por Revoluções. Entram Deluqui e Júnior Na verdade o som de um baixo, teclados e bateria programada deixava o RPM com um som frio demais. Faltava a guitarra. Fernando Deluqui, um guitarrista de estilo punk que vinha da banda Ignoze fazia participações em shows pan-culturais de May East, onde também participou da gravação do disco. Schiavon havia sido convidado para uma participação em um dos show de May East onde pôde mostrar a Deluqui as três músicas da fita demo. Em seguida fizeram alguns ensaios e o som deu certo. Assim, Deluqui entrou pro RPM como o guitarrista. E Júnior como baterista, deixando de lado a bateria eletrônica.

Gravaram uma segunda fita demo com Deluqui e Júnior. O baterista logo saiu, mas pôde participar de alguns shows em danceterias de São Paulo, como a Tífon, Raio Laser, Clash e a Madame Satã. E desta vez a gravadoras CBS (a mesma que havia recusado inicialmente) e Odeon se interessaram pelos rapazes. Preferiram assinar contrato com a CBS que mostrava melhores condições. Gravaram Louras Geladas como um teste e a música se tornou um hit nacional que entrou nas rádios fm's através do disco Rock Wave. Gravaram um compacto com Louras Geladas e Revoluções por Minuto que acabou sendo censurada pelos versos "Agora a China toma coca-cola" e "Aqui na esquina cheiram cola" com alegação de apologia a drogas. Mas tudo acabou bem e a censura liberou.

O compacto foi um sucesso, o que permitiu a gravação do primeiro Long Player da banda. Mas sem baterista, não dava pra gravar. Schiavon lembrou-se então de Paulo Pagni, que havia conhecido quatro anos antes, em uma improvisada jam-session. P.A. era um músico experiente que havia passado algum tempo nos EUA e que de volta ao Brasil montara um estúdio de ensaios, o Planeta Gullis. Em janeiro de 1985, P.A. entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do LP. Em março de 1985, a banda voltou a fazer shows e foi em um destes shows, no Noite Carioca, que Ney Matogrosso se interessou pelos garotos que após uma conversa com Manoel Poladian resolveram que o Ney seria o diretor dos shows.

Em setembro de 1985, estreiou o novo show no Teatro Bandeirantes, o que permitiu uma grande divulgação do RPM e assim o primeiro LP estourou 300 mil cópias com direito a um disco de ouro e outro de platina. Paulo Ricardo gravou Agora eu Sei com a banda Zero. Foi um sucesso geral. Assim, perceberam que era o momento exato para a gravação de Rádio Pirata ao Vivo. Os shows para a gravação aconteceram em 26 e 27 de maio de 1986 no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Resultado = 500 mil cópias vendidas antes de chegar as lojas. Fato inédito no Brasil, a banda conseguiu um disco duplo de platina.

Graças a um repertório de pop-rock muito bem concatenado e a um show superproduzido como nunca antes havia rolado no Brasil, o quarteto gerou uma idolatria digna dos Beatles, com cenas de histeria explícitas a cada nova apresentação. O disco Rádio Pirata ao Vivo, o segundo da discografia da extinta banda paulistana, é o registro fiel de uma dessas performances ao vivo, e inclui boas releituras de músicas do disco de estréia, como Olhar 43 e Rádio Pirata, aliadas a faixas até então inéditas, como Alvorada Voraz e a instrumental Naja, além dos covers de dois nomes que os influenciaram muito, Flores Astrais do Secos & Molhados, e London London de Caetano Veloso. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias e detonou a erRe Pê eMê - mania, além de ter sido um dos primeiros discos ao vivo a vender bem por aqui. A banda ganhou centenas de matérias em revistas de todo o Brasil.

Mesmo com todo o sucesso no Brasil e em países como França e Portugal, o RPM que até teve um Globo Repórter especial e havia se tornado albúm de figurinhas, passava por uma situação difícil. A verdade é que já existia um clima tenso entre os integrantes. Paulo Ricardo se viu alçado quando aos 24 anos, era considerado o maior símbolo sexual brasileiro. Assim, Paulo começou a ser muito requisitado em entrevistas o que deixava a impressão de que o RPM era a banda de apoio de Paulo Ricardo. A gravadora CBS precisou intervir no superestrelato do baixista e cantor. Mas nem mesmo assim, os jornais e revistas deram trégua. Já que Paulo com seu carisma, beleza, inteligência e talento se sobressaia naturalmente.

Certamente êxito do RPM, no entanto, causou uma superexposição da banda  e os problemas internos começaram a   aparecer. Em 1987, Deluqui e Paulo Pagni abandonaram a banda, retornando somente em março de 1988, quando foi lançado o álbum "Quatro Coiotes". Um ano depois, a banda anunciou novamente seu fim.

 fonte: www.mvhp.com.br



Zero - Agora Sei

O Zero surgiu das cinzas do Ultimato (anteriormente conhecido como Lux), uma banda de punk jazz/no wave instrumental formada em São Paulo em 1978 (e rebatizada para Ultimato em 1981) por Fabio Golfetti, Alberto "Beto" Birger, Cláudio Souza, Gilles Eduar e Nelson Coelho. O futuro vocalista Guilherme Isnard, que recentemente havia deixado sua banda anterior, o Voluntários da Pátria, foi introduzido ao Ultimato por seu amigo Luiz Antônio Ribas, dono da extinta gravadora independente Underground Discos e Artes; Isnard então decidiu-se juntar à banda, e conversou com seus integrantes sobre acrescentar letras às suas canções. Seu estilo musical acabou por mudar para um "art rock com pegada hardcore", nas palavras de Isnard, e em 1983 se reorganizaram como Zero. Seu primeiro lançamento foi o single "Heróis", que saiu pela CBS Records em 1985.

Mudanças na formação, Passos no Escuro e Carne Humana (1985–1987)

Em 1985 a banda participou do primeiro álbum da cantora May East, Remota Batucada, na faixa "Caim e Abel" — porém também sofreria uma grande reestruturação em sua formação no mesmo ano, com todos os seus membros menos Isnard saindo. Muitos de seus ex-membros começariam seus próprios projetos: Fabio Golfetti e Cláudio Souza formaram a influente banda de rock psicodélico Violeta de Outono, e Beto Birger juntaria-se ao Nau com Vange Leonel.

Juntou-se a Isnard, então, a formação "clássica" da banda: Alfred "Freddy" Haiat (ex-Degradée e irmão do guitarrista do Metrô Alec Haiat) no teclado, Ricardo "Rick" Villas-Boas no baixo, Eduardo Amarante (ex-Agentss e Azul 29) na guitarra e Athos Costa na bateria. Seu primeiro grande lançamento de estúdio foi o extended play Passos no Escuro, pela EMI; foi um sucesso de vendas, ganhando um Disco de Ouro pela ABPD .O EP gerou os sucessos "Formosa" e "Agora Eu Sei", o último contando com uma participação especial do vocalista do RPM Paulo Ricardo providenciando vocais adicionais.

Em 1987 Athos Costa deixou a banda e foi substituído pelo também ex-Azul 29 Malcolm Oakley. A banda então começou a trabalhar em seu primeiro álbum de estúdio, Carne Humana, que não foi tão bem-sucedido quanto seu EP mas ainda assim gerou os também populares singles "Quimeras" e "A Luta e o Prazer". No mesmo ano abriram shows para Tina Turner em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Separação (1989)

Citando sua falta de interesse em continuar com a banda, Guilherme Isnard anunciou que o Zero estava chegando ao fim em 1989. Ele então mudou-se para Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, onde trabalhou em outros projetos, entre eles a banda cover do Roxy Music e de Bryan Ferry Roxy Nights. Também trabalha como padeiro.

Rick Villas-Boas mudou-se temporariamente para a Holanda antes de voltar ao Brasil; Eduardo Amarante mudou-se para Aracaju, onde é dono de um bar; Malcolm Oakley tornou-se publicitário; e Freddy Haiat mudou-se para Jericoacoara com seu irmão Alec, onde ambos abriram uma loja de instrumentos musicais.

fonte:Wikipédia

 

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 Arte No Escuro - Beije-me Cowboy

Fundada em 1984, a banda conta com Lui (voz), Pedro Hiena (baixo e letras), Adriano Lívio (bateria) e Paulo Coelho (guitarra). Já em sua primeira apresentação, a banda protagoniza cenas que serviriam de prólogo à sua lenda: ao cantar "Beije-me Cowboy", canção sobre o submundo brasiliense com cenas de prostituição e suicídio, o vocalista Lui despeja um recipiente de tinta negra sobre si, num happening até hoje comentado pelos presentes. Musicalmente, a banda já iniciava com uma maturidade invejável, mas os anos seguintes provariam que havia muito ainda a realizar.

Poucos meses após a primeira apresentação, o vocalista Lui deixa a banda e dá lugar à jovem Marielle Loyola, então recém-saída da Escola de Escândalo, onde fazia os vocais de suporte. O talento, a presença e o estilo da nova vocalista serviram como um enorme diferencial naquele momento de efervescência musical, e as rádios passaram a executar algumas faixas da fita de demonstração da banda, como "Beije-me Cowboy" e "Na Noite". Em 1987, o Arte no Escuro foi contratado pela EMI e o álbum intitulado Arte no Escuro (1988) seria lançado poucos meses depois, com evidentes amostras do impacto musical e do apelo visual da banda. Ironicamente, comenta-se (no livro Dias de Luta, por exemplo) que a Escola de Escândalo, banda que expulsara Marielle, foi preterida pela gravadora, que preferiu apostar justamente em sua nova e instigante banda.

Após o lançamento do LP, Marielle funda a banda Volkana, de Thrash Metal, mudando-se para São Paulo. O Arte no Escuro então encontra sua dissolução e seu único lançamento de mercado torna-se cada vez mais cobiçado pelos colecionadores. O contrato com a gravadora, aliás, expirou em 2004, o que deixa o trabalho disponível para negociação por outros selos. Uma eventual edição em CD não só serviria para recompor o quebra-cabeça da história do rock nacional, como também daria algo palpável às legiões de novos apreciadores da banda, que se lamentam de só disporem de arquivos digitais, sem algo mais "palpável". Em CD, a banda teve apenas uma canção lançada ("Beije-me Cowboy"), incluída por Charles Gavin (Titãs) na compilação Discoteca Básica: Pop Rock Nacional dos Anos 80, o que é bom, mas ainda é muito pouco.

Atualmente, Marielle se dedica à banda Cores D Flores e Pedro vive em Londres, enquanto os demais ex-integrantes parecem ter abandonado a música. Conversamos com os dois primeiros a respeito da trajetória do Arte no Escuro, verdadeiro patrimônio da música brasileira dos anos 80.



Hojerizah - Pros que estão em casa
O nome Hojerizah é a estilização de ojeriza, sinônimo de aversão, e vem da raiz espanhola ojo, que quer dizer olho. Tudo a ver com uma banda que causava estranheza não só pela voz operística de Toni Platão como por apresentar músicas com melodias pesadas quando a moda era a onda new wave, em que o visual valia mais que do que o resto.

A formação mais duradoura e conhecida foi a composta por Toni Platão (vocal), Flávio Murrah (guitarra e principal compositor), Marcelo Larrosa (baixo) e Álvaro Albuquerque (bateria).
Surgido no fim de 1983, o Hojerizah começou vagando pelos porões cariocas e levou alguns anos para criar uma identidade, sendo considerado durante bom tempo de difícil assimilação pelas gravadoras.

Com 'Pros que Estão em Casa', música que integrava um compacto simples gravado em 1985 pela BB Records/Polygram, passaram a aparecer em rádios alternativas. Em 1987, soltaram "Hojerizah" na praça, com referências culturais como Dalí e Buñuel (com a capa que recriava uma cena do filme "Um Cão Andaluz"), temática desencantada do pós-punk e cuidadosa atenção nos arranjos. Trazia regravação de 'Pros que Estão em Casa', que conseguiu um bom espaço nas rádios. Há ainda clássicos como 'Tempestade em Viena' e 'Senhora Feliz'. Menos sorte teve "Pele", em que apenas duas músicas, 'Fogo' e 'A Lei' foram tocadas em rádios alternativas. Pouco divulgado pela gravadora, ele é mais lírico e rico do que o antecessor. "Pele" teve poema de Jean Rimbaud traduzido por Ledo Ivo em 'Canção da Torre Mais Alta'.

Após quase sete anos de estrada, o Hojerizah dissolveu-se, pouco depois de ter sido dispensado pela gravadora. Foi considerada uma das duas melhores bandas da divisão de base carioca (ao lado dos Picassos Falsos, com quem apresentaram-se juntos por muitas vezes), por Arthur Dapieve, em seu livro BRo
fonte: www.letras.com.br

 

 

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 Picassos Falsos - Carne e Osso

 

Em meados da década de 80, poucos grupos brasileiros de música pop pensavam em misturar ritmos regionais ao rock. Essa salada rítmica só viria a ser comum na música brasileira a partir dos anos 90, com artistas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Mas uma banda carioca já unia essas duas pontas uma década antes: desde a sua formação, em 1985, o quarteto Picassos Falsos já misturava rock, soul e funk com baião, afoxé, maracatu e samba. O som particular do PF chamou a atenção de crítica e público, que fez de músicas como "Carne e osso", "Quadrinhos", "Supercarioca" e "O homem que não vendeu sua alma" sucessos. Em 1990, depois de lançar dois discos - "Picassos Falsos" (1987) e "Supercarioca" (1988), ambos pela RCA (atual BMG) - o grupo se separou. Em 2001, voltou com a mesma formação que gravou o fundamental "Supercarioca".

A banda, formada por Humberto Effe (voz e violão), Gustavo Corsi (guitarra, violão e cavaquinho), Romanholli (baixo) e Abílio Rodrigues (bateria), recomeça de onde parou: olhando para a frente e buscando novas alternativas, sem ficar preso ao passado, evitando repetir os clichês do chamado BRock dos anos 80.

O grupo nasceu com o nome de O Verso, em 1985, no bairro carioca da Tijuca, em torno de quatro amigos de escola. Na época, o baixo ficava a cargo de Caíca, talentoso músico, autor da linha de "Carne e osso". Caíca viria a falecer precocemente em 2001, vítima de um acidente de carro. O nome definitivo, Picassos Falsos, foi escolhido a partir de uma música do compositor Alvin L..

Em 1987, o quarteto (já com o baixista Zé Henrique no lugar de Caíca) gravou a sua primeira fita demo com as canções "Carne e osso", "Quadrinhos" e "Idade Média". A rádio Fluminense FM (na época, a maior divulgadora do pop rock brasileiro que se firmava) passou a tocar as três canções. Foi escutando a rádio que o jornalista e produtor José Emílio Rondeau conheceu o som do Picassos Falsos. O interesse acabou levando a banda a assinar, em 1987, um contrato com o Plug, selo dedicado ao rock criado pela RCA.

O primeiro disco, "Picassos Falsos", foi lançado no mesmo ano. As músicas "Quadrinhos" e "Carne e osso" foram os hits do LP. A primeira entrou para a trilha sonora do programa "Armação ilimitada", da Rede Globo; a segunda incluía uma citação do samba "Se você Jurar", de Ismael Silva.

Mas foi com "Supercarioca" que o Picassos Falsos radicalizou o conceito de misturar rock com música brasileira. Apesar de não ter feito o mesmo sucesso que o disco anterior, "Supercarioca" é tido até hoje pela crítica e por artistas como um dos trabalhos mais inovadores da sua geração.

 fonte: letras.com.br

 

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 Detrito Federal - Se o Tempo Voltasse

 

A banda foi formada pelo guitarrista Bosco e o vocalista Alex "Podrão", ex-integrantes da banda Derrame Cerebral, e contava também com Mila no baixo e Paulo César "Cascão" na bateria.
Por muito tempo ensaiou no Teatro de Bolso Rolla Pedra, onde passaram as bandas Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Finnis Africae, Dentes Kentes, entre outras.

Em 1985 participaram da coletânea independente Rumores do selo Sebo do Disco, com as bandas Finis Africae, Elite Sofisticada e Escola de Escândalos, sendo a única banda punk da coletânea com as músicas "Fim de Semana" e "Desempregado". Foram lançadas 1000 cópias dessa coletânea.

Ainda em 1985, Mila deixa a banda junto com Bosco, sendo substituídos por Will Pontes e Paulinho. O grupo consegue maior projeção nacional quando a Rede Globo os convida a participar do extinto programa Mixto Quente, em janeiro de 1986. Alguns anos mais tarde Mila monta a banda Volkana, mais voltada para o thrash metal, que chega a abrir para a banda alemã Kreator na sua turnê brasileira.

No início de 1986, um racha na banda leva Podrão a se desligar do grupo, montando com Bosco o BSB-H e acusando os antigos companheiros de se venderem para o sistema e trair a ideologia punk. Decidido a refazer o grupo, o baterista Cascão decide assumir os vocais e Luciano Dobal assume a bateria. Paulinho também deixa a banda, assumindo o baixo Milton Medeiros. Nessa época, o Detrito abre mão das posturas mais radicais, deixa de lado a atitude e o visual punks, e muda seu som para new wave. Essa mudança ocorreu pelo fato de Cascão querer que a banda seguisse o rumo de bandas de Brasília que estavam fazendo sucesso, como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial.

No início de 1987, a banda muda mais uma vez de formação, com Cascão e Milton Medeiros, e os novos integrantes Si Young e Débora Darwich e Mauro Manzolli. No memo ano, a banda fecha contrato com a Polygram e grava o álbum Vítimas do Milagre, produzido por Charles Gavin, baterista dos Titãs. O disco vendeu 40 mil cópias e tocaram em diversos programas de televisão tais como Xuxa, Perdidos na noite, Clube do Bolinha, Jô Soares, entre outros.

Com a saída de Si Young (que mudou seu nome para Syang e foi formar o P.U.S.), a banda foi demitida pela gravadora e teve que retornar à Brasília. Milton ficou no Rio de Janeiro como roadie do Finis Africae. Desde então, vários músicos passaram pela banda, como Tom Capone (produtor musical) e Ricardinho (ambos "emprestados" pelo Peter Perfeito), substituto de Débora, que foi morar nos EUA.

Entre 1989 e 1990, o Detrito chegou a contar com o baixista Pedro Hiena (ex-Arte no Escuro) e o baterista Balé (ex-Escola de Escândalo), além do guitarrista Rômulo Jr. Nessa época, ganharam de presente de Renato Russo uma letra, depois batizada como "Fábrica 2", nunca gravado oficialmente.

 

 fonte: letras.com.br

 

 

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 Garotos Podres - Papai Noel Filho da Puta

 

Garotos Podres é uma banda musical de punk rock que nasceu em 1982 no município de Mauá, Estado de São Paulo na região metropolitana do ABC paulista.

Em 1985, ainda na época da ditadura militar, surgiu o primeiro álbum (em vinil) da banda, o Mais Podres do que Nunca, pela extinta gravadora Rocker e foi o que alavancou a banda, vendendo cerca de 50.000 cópias e a tornando popular até hoje. Por causa da ditadura, a música "Johnny" foi censurada, e outras, como as "Papai-Noel Filho da Puta" e "Maldita Polícia" foram lançadas como "Papai-Noel Velho Batuta" e "Maldita Preguiça".

Mao, de 42 anos, idealizador e vocalista da banda, atua também como professor de história em escolas públicas, cursinhos pré-vestibulares, faculdades, além de ser Doutor em história, formado pela USP.

Influenciados pelas bandas punks do final dos anos 70 e início dos anos 80, o grupo foi formado em 1982 na cidade de Mauá, que é uma das cidades que compõem a região do Grande ABC em São Paulo. Naquela época o Brasil se encontrava no auge do movimento punk no Brasil e várias bandas surgiam principalmente nos grandes centros urbanos.

A primeira apresentação dos Garotos aconteceu em 1983 na cidade de Santo André num evento que reuniu vários grupos de vários estilos musicais em prol do Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC, daí para frente começaram a participar de vários eventos pela região. A primeira gravação aconteceu em 1984 quando foram convidados a participar de uma coletânea em cassete com as bandas: Corte Marcial, Infratores e Grito de Alerta.

Em 1985 entraram em estúdio para gravar o que seria uma demo-tape. Foram gravadas e mixadas catorze músicas em doze horas num estúdio de oito canais, e o resultado foi considerado tão bom para os padrões da época que onze destas músicas acabaram se tornando o primeiro álbum da banda, intitulado "Mais Podres do que Nunca" editado pelo extinto selo Rocker e no ano seguinte pelo extinto selo Lup-Som. Esse disco chegou a marca das 50.000 cópias vendidas, um recorde de vendagem de discos independentes na época e continua sendo distribuido em cd até hoje.

Em plena ditadura militar, a Censura Federal tentava cumprir o seu papel. Apenas a música "Johnny" foi censurada, sendo proibida a sua execução. As músicas: "Papai-Noel Filho da Puta" e "Maldita Polícia" foram mudadas propositalmente pelos Garotos para burlar a censura. Dessa gravação três músicas foram incluídas na coletânea "Ataque Sonoro" editada pelo selo Ataque Frontal com várias bandas punks brasileiras,entre elas: Ratos de Porão, Cólera, Lobotomia, Grinders, Vírus 27 , etc.

Tornou-se a primeira banda punk do Brasil a ter suas músicas veiculadas na programação normal de algumas rádios. Isso permitiu ao grupo a realização de vários shows pelo país, o que também colaborou na aceitação de outras bandas underground pela mídia.

Em 1988 lançam o seu segundo trabalho, "Pior que Antes" pela gravadora Continental, que teve a música "Batman" censurada, sendo proibida sua execução pelos meios de comunicação. A música "Subúrbio Operário" foi incluída no curta metragem, premiado no Festival de Cinema de Nova York e no Festival de Cinema de Brasília, "Rota ABC" do cineasta Francisco César Filho em 1990, onde a banda faz uma participação. Isso rendeu a banda convites para participar de alguns programas de tv.

 

fonte: letra.com.br

 

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  De Falla - Sôbre Amanhã

 

Formada em Porto Alegre, RS em 1984. Diz-se que foi assim batizada em homenagem ao compositor espanhol erudito Manuel de Falla (1876-1946), mas, tendo em vista o senso de humor do líder Edu K e a influência direta de pós-punk do início da banda, tudo aponta para que DeFalla seja um trocadilho com a banda de Manchester The Fall. Com influências também de hard rock, glam rock e heavy metal e, mais tarde, flertando com música eletrônica, miami bass, funk e hardcore melódico, a banda ficou reconhecida pelas irreverentes mudanças em suas formações, seu estilo musical e sua apresentação estética. Inseriu-se no cenário do rock inicialmente no circuito alternativo de Porto Alegre e mais tarde em São Paulo e Rio de Janeiro, sendo famosas as apresentações no Circo Voador, RJ na década de 1990, onde influenciou e abriu espaço a uma geração de músicos e bandas como Pavilhão 9, Nação Zumbi, Planet Hemp, Marcelo D2 e Pato Fu.

A primeira formação do DeFalla contava com Carlo Pianta (baixo, embora seja guitarrista na Graforréia Xilarmônica), Edu K (vocal e guitarra), Biba Meira (bateria) e foi responsável pela gravação de no mínimo duas demos e uma participação na coletânea gaúcha Rock Grande do Sul (1986). Pianta deixaria o grupo pouco antes da gravação do primeiro disco, abrindo espaço para Castor Daudt (guitarra) e Flu (baixo), ambos da extinta banda Urubu Rei (do atual produtor musical Eduardo Miranda).

Pelo selo Plug são gravados os discos DeFalla (1987) e DeFalla (volume 2) (1988), quando Biba Meira deixa o grupo cedendo a bateria ao então guitarrista Castor Daudt, e Marcelo Truda (ex-Taranatiriça, banda na qual Flu e Miranda já haviam participado) assume as guitarras ao lado de Edu K, gravando o ao vivo Screw You! (1989) pela Devil Discos.

 fonte: letras.com.br

 

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 Cascavalettes - Morte por Tesão

 

A história dos Cascavelletes começa quando Flávio Basso (vocal) e Nei Van Sória (guitarra) deixam o TNT em 1986, antes do lançamento do primeiro disco. Junto com Frank Jorge (baixo) e Alexandre ?Lord? Barea (bateria), gravam uma demo que se tornaria um verdadeiro clássico sulista, com músicas como ?Menstruada?, Morte por Tesão?, e ?O Dotadão Deve Morrer?. Em 1988, lançam o primeiro LP de forma independente, com várias músicas da demo e mais algumas novidades, como ?Estou Amando Uma Mulher?.

No ano seguinte, assinam com uma grande gravadora e lançam o disco ?Rock?a?ula?, produzido por Dé (baixista do Barão Vermelho) e já sem Frank Jorge, que deixa a banda para se dedicar à Graforréia Xilarmônica. Em seu lugar entra Luciano Albo, além de Bluesman nos teclados. O disco emplacou diversos sucessos, como ?Moto?, ?Jessica Rose? e ?Nega Bom Bom?, incluída na trilha sonora da novela global ?Top Model?. Em 1991, gravam um compacto com as músicas ?Sob Um Céu de Blues? e Homossexual?, último registro em disco.

No ano seguinte, a banda termina e seus integrantes seguem em carreira solo. O legado dos Cascavelletes pode ser notado em muitas bandas gaúchas surgidas a partir dos anos 90, todas influenciadas pelo som e pelas atitudes de Flávio Basso e cia.

 

fonte: letras.com.br

 

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 TNT - Identidade Zero

 

O TNT surgiu nos meados dos anos 80 em Porto Alegre como uma banda tipicamente adolescente, com seus integrantes tendo a idade variando entre 17 e 18 anos e tendo como dupla compositora Charles Master e Flávio Basso que compuseram a maioria das músicas lançadas mais tarde no primeiro disco da banda.

O estilo do TNT sempre foi o descompromisso, o bom humor e o puro rock and roll. Julio Reny (Cowboys Espirituais e Expresso Oriente) certa vez definiu num show que o TNT era o The Beatles do RS. Ao contrário de bandas do centro do país (Ira!, Legião Urbana, Titãs) que tinham a política como tema constante, o TNT fazia um som "água com açucar" falando principalmente de mulheres e suas desilusões amorosas.

Em 1986 participam da coletânea Rock Grande do Sul com mais 3 bandas (Replicantes, De Falla e Engenheiros do Hawaii) tornando o TNT conhecido. Logo após, Flávio Basso e Nei Wan Sória deixam o TNT para formarem os Cascavelletes e Luís Henrique "Tchê" Gomes e Márcio Petracco entram para a banda.

Em 1987 é lançado o primeiro disco do TNT com a maioria das músicas assinadas por Flávio Basso e Charles Master. Este disco é considerado um dos mais importantes da história do rock gaúcho e influenciou toda a geração que veio logo a seguir. Foi a época de muitos shows em Porto Alegre e interior, muitas festas, bebedeiras e coisas do gênero. O TNT conhecia o sucesso.

O próximo desafio do TNT era o segundo disco. Colocava-se em cheque a capacidade de criação da banda já que Flávio Basso reconhecidamente tinha grande participação nas composições e Luis Henrique se torna o novo parceiro de Charles Master. O TNT saiu-se bem. O segundo disco é diferente do primeiro em termos musicais, torna-se um pouco mais elaborado e com músicas mais melódicas. O grande sucesso do disco é a música "A irmã do Dr Robert" que levou a banda a participar do velho programa Globo de Ouro da Rede Globo. Foi outra fase de muitos shows, viagens e agitação para o TNT.

Mas o TNT estava mudando, a idade dos músicos já não era a mesma e se as músicas eram adolescentes, os músicos já não eram mais. Veio o terceiro disco chamado de "Noite vem, noute vai" que conta com a participação de Lulu Santos numa música e foi o mais fraco deles. A partir daí começou o declínio e o TNT ficou longo tempo sem muita atividade, apenas boatos.

 

site: letras.com.br

 

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  14º Andar - Sarah

 14º Andar (1980-1985, Salvador) foi um banda baiana de punk rock formada pelos integrantes Hélio Rocha, Jerry Marlon e João Luís. No início da carreira fez apresentações na capital baiana e lançou um compacto independente com as músicas "Maravilhas do capitalismo" e "Você não pode se calar". No ano seguinte, em 1985, assinou contrato com a RGE e lançou o primeiro álbum de estúdio, produzido por Mister Sam. A banda encerrou as atividades acerca do lançamento.

 

fonte: Wikipédia

 

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Finis Africae - Armadilha

A Finis Africae foi uma banda brasiliense que emplacou hits como "Ética", "Van Gogh", "Armadilha", "Deus Ateu" e "Mentiras".
O ano de 1986 começou bem, com o lançamento de um EP, chamando a atenção de gravadoras para um lançamento posterior. A EMI-Odeon fechou o contrato com a banda e colocou o primeiro LP nas prateleiras, no ano seguinte.
A Finis Africae surgiu em uma época que Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial dominavam o espaço na cena do rock brasileiro. Após o sucesso de "Armadilha" nas rádios, no ano de 1986, a banda continuou o caminho e conseguiu colocar no mercado um LP homônimo.

Formação da banda:
Eduardo de Moraes / Voz
Neto Pavanelli / Baixo
José "Zezinho" Flores / Guitarra
Ronaldo Pereira / Bateria
Alexandre Saffi / Guitarra
Após um rápido encontro da banda para um CD ao vivo, "Zezinho" e Neto deixam a banda, dando lugar a Roberto Medeiros e MC Gregor.

 

fonte: letras.com.br

 

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 Rádio Taxi - Eva

 

O ano de 1981 foi marcado pelo início do movimento das bandas de pop rock no Brasil. A primeira banda a surgir nesse novo cenário musical foi o Rádio Taxi. O grupo já estava junto há algum tempo, como integrante da banda que acompanhava a cantora Rita Lee, grande incentivadora desse novo projeto.

Na época, o filme ?Menino do Rio? era lançado nos cinemas do País, com a música ?Garota Dourada? - uma parceria de Wander Taffo, Lee Marcucci e Nelson Motta - como tema principal. A música, que logo estourou nas rádios, foi o primeiro sucesso do Rádio Táxi.

A banda era formada por músicos que já tinham uma história sólida no rock nacional. Lee Marcucci, baixista, foi um dos integrantes do ?Tutti Frutti? e co-autor de músicas como ?Jardins da Babilônia? e ?Miss Brasil 2000?. Wander Taffo, guitarrista, já era reconhecido por seu estilo próprio de tocar guitarra, com solos que deixavam a platéia atônita em shows do ?Made in Brazil?, ?Joelho de Porco?, ?Gang 90?, ?Secos e Molhados? e por todas as bandas pelas quais passou. Gel Fernandes, baterista, iniciou sua carreira cedo, juntamente com Taffo, e logo mostrou seu talento como baterista de bandas como Os Incríveis, Memphis e Sunday. Willie de Oliveira, cantor, também fez parte do ?Tutti Frutti?.

O primeiro disco da banda foi ?Rádio Táxi?, lançado em 1982 que, além de ?Garota Dourada?, trazia o sucesso ?Coisas de Casal?, presente da madrinha Rita Lee, e ?Dentro do Coração (Põe Devagar)?, que fez parte de uma das cenas mais engraçadas do filme ?Os Normais? em 2003.

Em 1983 lançaram o álbum ?Rádio Táxi 2?, que consagrou definitivamente a banda como uma das maiores do pop rock nacional da época. A música ?Com o Rádio Ligado? estava em todas as emissoras do País, sucesso que foi seguido por ?Sanduíche de Coração?, tema de abertura da novela ?Pão Pão, Beijo Beijo?, da TV Globo.

A surpresa veio com ?Eva? que, certamente, foi o maior sucesso da banda: em 1983 foi a música mais executada em todas as rádios do Brasil e posteriormente também consagrada na voz de Ivete Sangalo. Ao mesmo tempo em que ?Eva? tocava por todo o País, a banda ganhou um novo integrante: Maurício Gasperini assumiu os vocais da banda, acrescentando seu talento como compositor.

O disco seguinte, ?6:56?, lançado em 1985, trouxe a música ?Um Amor de Verão?, que imediatamente virou sucesso entre os jovens da época. Em 2004 ela voltou a ser cantada pelo público jovem, na regravação de Felipe Dylon, atual ídolo dos adolescentes de todo o Brasil. O álbum ?Matriz?, de 1986, apresentou a música ?Você se Esconde? como tema de Felipe Camargo, na polêmica novela ?Roda de fogo?, também da TV Globo.

Durante o tempo em que a banda não esteve tocando junto, cada integrante continuou com suas carreiras como músicos. Maurício, além de gravar o DVD ?MTV Acústico de Rita Lee?, faz parte da noite paulistana, onde toca acompanhado de Gel Fernandes em bares da Vila Olímpia e Vila Madalena, com um público cativo. Lee Marcucci, após acompanhar Rita Lee por muitos anos, entrou no lugar de Nando Reis e assumiu o baixo dos ?Titãs?.

 

fonte: letras.com.br

 

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  Brylho - Noite de Prazer

Grupo de soul-music integrado por Arnaldo Brandão (voz e baixo), Paulo Zdanowski (guitarra,voz), Cláudio Zoli (guitarra e voz), Robério Rafael (bateria), Bolão (percussão) e Ricardo Cristaldi (teclado) formado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1978. Surgiu com o nome Brylho da Cidade, influenciado pelo movimento Black Rio que reunia Tim Maia, Cassiano, Carlos Dafé, Banda Black Rio, Sandra de Sá, entre outros. Em 1983, passou a ser chamado de Brylho, lançou pela WEA o primeiro disco, fazendo sucesso com a música "Noite do prazer" (Cláudio Zoli, Paulo Zdan e Arnaldo Brandão). Deste mesmo disco ainda constaram as faixas "Destrava Maria" (Cláudio Zoli, Paulo Zdanowski, Pedro Silva e Arnaldo Brandão), "Jóia rara" (Cládio Zoli e Paulo Zdanowski) e "Meditando" (Cláudio Zoli, Paulo Zdanowski e Arnaldo Brandão), entre outras. No ano seguinte o grupo participou, ao lado de Barão Vermelho, entre outros, da trilha sonora do filme "Bete Balanço", de Leal Rodrigues. O grupo encerrou suas atividades em 1986, quando Arnaldo Brandão saiu para formar o Hanói-Hanói. Outros de seus integrantes deixaram o grupo e mais tarde fizeram carreira solo de sucesso como Cláudio Zoli. Paulo Zdan fundou a Banda Hits Forever , fazendo shows por muitos lugares, tocando o melhor do Rock Internacional e tb do Rock Brasil, que marcaram época,além de continuar compondo para vários artistas.

fonte: last.fm

 

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 Inimigos do Rei - Uma barata chamada Kafka

 

O fim da década de 1980 se aproximava sem que houvesse uma renovação na cena do Rock brasileiro. Ainda que bandas grandes, como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Titãs e Legião Urbana dominassem as paradas de sucesso neste ano, o estilo dava sinais evidentes de desgaste. Formações intermediárias, como Biquini Cavadão e o nascente Nenhum de Nós também respondiam com canções interessantes e capazes de bom desempenho nas listas de canções e discos mais vendidos e executados mas o cenário mudaria totalmente em um ano, quando o domínio da música Sertaneja e dos grupos de Lambada, redefiniriam o gosto popular do brasileiro urbano, num processo que continua atuando nos nossos dias. O Rock sairia de cena lentamente, perderia espaço gradativamente e só teria alguma renovação a partir de 1992/93, com a presença da MTV Brasil já em atuação.

Além disso, duas instâncias do mecanismo de revelação e difusão de novos talentos do Rock no país já não funcionavam mais. A Rádio Fluminense FM já não era aquela emissora astuta e revolucionária do início da década e o Velho Guerreiro, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, falecera em julho do ano anterior, deixando a Globo sem sua principal vitrine de exibição de novos artistas. Apesar da emissora tentar preencher o vácuo com o Domingão do Faustão, o efeito nunca seria o mesmo. O mercado, portanto, estava em transição. Talvez por isso a ascensão de uma banda como Inimigos do Rei, praticante de uma sonoridade menos enguitarrada e cheia de canções com letras humorísticas. Era a indústria musical apostando em novas alternativas para os novos tempos.

Formada a partir do grupo vocal Garganta Profunda, Inimigos do Rei se apresentava como uma opção pouco engajada e capaz de trazer admiradores fora das fileiras mais ortodoxas dos fãs de Rock. Com a formação original trazendo Luiz Guilherme, Luiz Nicolau, Paulinho Moska, Marcelo Marques, Marcelo Crelier, Marcus Lyrio e Lourival Franco, a banda militou por dois anos no cenário alternativo da noite carioca. Após um contrato com o selo Epic/CBS fez sua estreia em disco em 1989, aproveitando a exibição da simpática novela global Que Rei Sou Eu?. Toda aquela confusão entre os nomes e as performances engraçadas do grupo contribuiam para a existência de um certo sentido na proposta dos sujeitos. O primeiro sucesso do álbum homônimo a ganhar as rádios foi Uma Barata Chamada Kafka, que misturava letra nonsense com influência de literatura contemporânea, numa mistura improvável, mas que se mostrou eficaz. A canção tomou de assalto todos os ambientes possíveis e o amplo espectro do grupo o credenciava para apresentações em programas tão distintos como o Xou da Xuxa e o Globo de Ouro, para mencionar apenas as atrações globais.

Pouco tempo depois, viria o segundo sucesso, ainda maior que Kafka, que atenderia pelo singelo nome de Adelaide, uma versão safada de You'll Be Illin', dos rappers do Run DMC. Com versos do calibre de "Adelaide, minha anã paraguaia", a música fez a delícia dos programadores, das crianças, do ouvinte médio, que buscava novidades no rádio. Nem tudo era superficial no ideário do grupo: Paulinho, Luiz Nicolau e Luiz Guilherme tinham talento como vocalistas e o tempo vivenciado nas fileiras de Garganta Profunda trouxe a eles a noção de que era possível misturar nuances e detalhes de diferentes ritmos musicais numa caldeirada "Rock" mais, digamos, democrática, sem abrir mão de alguns elementos. Estavam presentes nesta primeira empreitada em disco o guitarrista André Abujamra, integrante do duo Os Mulheres Negras, além de gente como o percussionista Marcos Suzano, o trompetista Bidinho e o guitarrista Torcuato Mariano, que também assina a produção.

 

fonte: monkeybuzz.com.br

 

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  Violeta de Outono - Dia Eterno

 Violeta de Outono é uma banda de Rock brasileira, que surgiu na cidade de São Paulo, em meados de março de 1984. Suas músicas tem em sua essência o Rock Progressivo psicodélico e o som psicodélico.

Em 1981, após o termino das atividades de sua primeira banda (Lux), o vocalista Fábio Golfetti conhece o baterista Claudio Souza, e juntos, participam da primeira formação da banda carioca Zero, ficando somente até gravar um dos primeiros singles da banda.

Após sairem do Zero, Fábio Golfetti e Claudio Souza se juntam ao baixista e fotógrafo Angelo Pastorello, e formam em 1984 a banda Violeta de Outono.

Em 1986, com os primeiros shows, a banda começa a ter um público cativo, e acaba sendo convidada pela loja de discos Wop-Bop para lançar um EP com apenas três músicas, dentre elas Outono, uma das músicas mais conhecidas da banda.

Após o bom resultado do lançamento do EP, a banda assina com a gravadora RCA (hoje BMG), que lança em 1987 pelo selo Plug, o primeiro LP, batizado de "Violeta de Outono", que além de Outono, continha músicas como Declínio de Maio, Dia Eterno e o cover de Tomorrow Never Knows dos Beatles.

Já em 1989 é lançado o segundo LP, intitulado "Em Toda Parte", que acaba não tendo o mesmo resultado do LP de estreia. Neste LP destaca-se a música-título do álbum.

Porém, com o fim do selo Plug da RCA, o Violeta de Outono acaba ficando sem gravadora, e neste período o vocalista Fábio Golfetti lança, através do produtor dos primeiros LPs da banda, um flexi-disc intitulado Numa Pessoa Só, sob o nome de Opera Invisível, um projeto o vocalista segue ao longo dos anos.

 

fonte:letras.com.br

 

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 Voluntários da Pátria - Cadê o Socialismo?

 O quinteto paulistano Voluntários da Pátria foi a primeira banda brasileira com uma proposta estética e sonora representante do pós-punk. Formado em São Paulo/SP em 1982 por Nasi (vocais), Thomas Pappon (bateria), Ricardo Gaspa (baixo) e os guitarristas Miguel Barella e Giuseppe Frippi, deixaram apenas um registro, este LP de 8 canções em 24 minutos.

Apesar da curta trajetória da banda, que logo daria espaço a projetos individuais e novas bandas, Nasi e Gaspa se dedicariam ao Ira!, Thomas montou o Fellini e o Smack, Miguel e Giuseppe com o Alvos Móveis, o Voluntários da Pátria teve uma boa repercussão na capital e foi banda precursora no estilo, tendo se apresentado em todos os palcos do underground paulistano, tais como Carbono 14, Madama Satã, Napalm e Lira Paulistana.

O Lado A abre com uma canção de título provocativo "O homem que eu amo", segue com o "Iô-iô" de versos niilistas e sarcásticos, como "Meu iô-iô não quer subir/Vou reclamar na coca-cola". "Cadê o socialismo?" foi uma boa provocação para aqueles anos de abertura política,não é por acaso que a canção fora interditada para execução pública. O disco ainda traz as instrumentais "Marcha" e "Nazi über alles". "Verdades e mentiras" tem a cara do pós-punk paulistano, umas das melhores do disco.

O Voluntários da Pátria tentou algumas voltas durante a década de 80, com outras formações que reuniram mais uma turma de figuras conhecidas do rock paulistano, tais como Sandra Coutinho (Mercenárias), Guilherme Isnard (Zero), Edson X (Gueto), Maurício (Ultraje a Rigor) Kuki Stolarski e Akira S.

fonte: wikipédia

 

http://mais.uol.com.br/view/16186773

 



 

 

 

 

 

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