ROCK AND ROLL

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Anos 50

 

 

 

Resumo feito a partir da seguinte fonte:

História do Rock de João Paulo Andrade no site: www.whiplash.net

 

O nascimento do rock, deve-se aos negros escravos trazidos da África para trabalhar nas plantações de algodão dos Estados Unidos.

Seu ritmo e melodia entoados durante o trabalho no início do século XX, daria origem ao blues (palavra que designava também: tristeza e melancolia), geralmente cantado a uma só voz acompanhado de um violão.

Seu desenvolvimento se deu nos campos e pequenas cidades enquanto que nas grandes cidades tocavasse jazz com arranjos mais elaborados.

A economia da guerra e o desenvolvimento da indústria levou muita gente do campo para a cidade, forçando o relacionamento entre brancos e negros, favorecendo a influência mútua entre a música negra (blues e seus derivados) e a música branca (country e jazz). Dessa fusão surgiu o rhithm and blues levando a música negra ao conhecimento da população consumista, jovens brancos que se negavam a consumir a música branca e buscavam selos pequenos de música negra.

Escravos em campos de algodão nos Estados Unidos

A indústria fonográfica sentido ali um grande filão, resolveu investir na evolução do estilo e na busca de novos talentos, e principalmente na busca de um jovem branco que pudesse dominar aquele estilo.

Assim, versões de músicas negras eram regravadas por artistas brancos.

A mistura explosiva da empolgante música negra com o consumismo branco havia sido feita, e a explosão era só uma questão de tempo.

Agora o público já não queria mais músicas que só falassem de amor pura e simplesmente. Queriam algo que falasse de sexo (que havia deixado de ser tabu) e a músicas passaram a ter letras mais sacanas embora deixadas nas entrelinhas por causa da censura.

Daí surgiu o rock 'n' roll  uma gíria dos negros americanos que se referia ao ato sexual.

O responsável por denominar o estilo foi Allan Freed, DJ e radialista de programas de rhithm and blues que primeiro captou e investiu na carência do público jovem consumista, ávidos por uma música mais energética.

Enquanto a juventude adotava o novo ritmo como marca registrada, os adultos mais conservadores a taxavam como causa de toda a delinquência juvenil.

Apesar do exagero dos protestos, eles não estavam de todo errados. O gosto pelo rock era realmente parte do estilo das gangues juvenis.

O sonho de encontrar um branco capaz de cantar como um negro havia sido realizado po Sam Phillips, de um pequeno selo chamado Sam Records.

Com o single That's All Right e Blue Moon of Kentucky, seguido por Good Rockin' Tonight e I Don't Care If The Sun Don't Skine, poucos poderiam imaginar que o Elvis Presley que ouviam no rádio era um branco.

Para a sociedade racista e conservadora era mais saudável aceitar aquele tipo de música vindo de um rapaz com ar de moço bom. Mas a boa intenção era desmentida pela maneira agressiva e sensual como ele se apresentava.

O Rock, criado em 1954 porém, só iria explodir definitivamente em 1955 com Rock Around The Clock, música de 12 de abril de 1954 de Bill Halley and His Comets com batida diferente acentuada no segundo e quarto tempos de uma marcação 4 x 4, tema de abertura do filme Blackboard Jungle (Sementes da Violência), que falava da relação tumultuada de professores e alunos e que deixava claro à vida real a ânsia por mudanças por uma juventude cada dia mais delinquente em busca de novos heróis que não tivessem relação com os heróis do passado, o que para uma parcela da sociedade conservadora era pavoroso.

Rapidamente o novo tipo de música passou a ser associado à degeneração da juventude, o que tornava maior o seu fascínio em um ciclo vicioso irresistível.

Quando se pensava que mais nada de pior poderia influenciar a já influenciável juventude rebelde sem causa, eis que surge um negro Chuck Berry subindo as paradas com uma versão para o hit country IDA RED, renomeado para Maybelline. Não bastasse isso, surgiria um segundo negro Little Richards, afemeninado, maquiado e com um penteado no mínimo exótico, cantando em seu primeiro verso o que viria a ser o grito de guerra mais conhecido do Rock and Roll "A Wop Bop A Loo Bop A Lop Bam Boom" na música Tutti Frutti.

 A prova definitiva de que o rock seria a mais lucrativa música dos próximos anos viria com o pagamento de inéditos 45.000 dólares pelo passe de Elvis Presley para a gravadora RCA Victor.

Em 1956, Elvis consolidava seu sucesso com novos hits como Heartbreaker Hotel, Blue Suede Shoes (que deveria ter sido lançada pelo autor Carl Perkins se este não tivesse sofrido um grave acidente de carro que o deixou paralisado por um ano).

Regravações de músicas já consagradas como Tutti Frutti com Little Richards e Shake Rattle and Roll (1954) de Bill Halley, tornava-se urgente para outras gravadoras achar artistas que pudessem rivalizar Elvis, ou ao menos conseguir alguma repercussão usando seu estilo.

A Sun Records, tentando se livrar do estigma de ser apenas a gravadora que descobriu Elvis e o vendeu por uma ninharia, lançava Roy Orbinson com Ooby Dooby. Já tinha também por lá um pianista que viria em pouco tempo a ser seu grande trunfo na tentativa de igualar o sucesso de Elvis. Jerry Lee Lewis.

A Capitol Records trazia Gene Vincent and The Blue Caps, marcado pelo estilo do vocalista que balançava o corpo em torno de sua perna parada (na verdade paralisada devido a um acidente de moto) e pelo hit Be Bop A Lula.

Com uma música mais marcada por sua origem negra, principalmente Gospel aparecia na cena James Brown, com o quase Soul, Please, Please Me.

Agora sob o comando de Tom Parker, Elvis se envereda pelos caminhos do cinema no filme The Reno Brothers, logo renomeado pra Love Me Tender em virtude do grande sucesso da música tema.

Logo aparecem outros filmes com participações de astros do rock (Rock Around The Clock e Don't Knock The Rock) com Bill Halley e Allan Freed, (The Girls Can't Help It) com Little Richards, Gene Vincent e Eddie Cochran entre outros.

Enquanto nisso na Inglaterra com algum atraso o filme Blackboard Jungle levava o rock ao Reino Unido.

Com o alistamento obrigatório de Elvis nas Forças Armadas em 1957, o fim do rock foi anunciado pela primeira vez. Afinal o que haveria neste ritimo que o poderia fazer mais durável do tantos outros como o Cha, Cha, Cha, a Rumba,  o Calipso e o Mambo?

Mas para contrariar as previsões, surgem novos hit makers de onde menos se espera.

Juntando-se a Banda Crickets, o até então inexpressivo Buddy Holly de Nashville, prova que o rock pode ser domado com hits açucarados como That Will be the Day e Peggy Sue, com letras sem segundas intenções.

Porém as esperanças de menos rebeldia não se concretizam.

Chuck Berry lança Scholl Days (uma ode ao fim das aulas) e Jerry Lee Lewis, Crazy Arms e Whole Lotta Shakin" Going On.

Com a saída de cena de Elvis para o Exército o candidato natural para seu posto era Jerry Lee Lewis, rebelde, carismático...e branco.

Seu apelo ao público era proporcional ao seu ego e Great Balls Of Fire rapidamente se tornou o sucesso de 1958, mas sua carreira teria uma derrocada tão meteórica quanto de sucesso, por causa de seu casamento com uma prima de 13 anos Myra Gale Brown, sendo taxado de bígamo pela sociedade, por não ter tido o cuidado de desmanchar seu casamento anterior.

1958 ve ainda Chuck Berry lançar dois clássicos: Sweet Little Sisteen (que obvio fala sobre garotas adolescentes) e Johnny B. Good (uma quase autobiografia).

O rock bonzinho e romântico reage com All I Have To Do Is Dream, dos Everly Brothers e James Brown com seu primeiro grande hit, Try Me.

O ano de 59 já começa pelo acidente de avião em janeiro que mata Buddy Holly, Big Booper e o recém descoberto chicano Ritchie Valens (do sucesso La Bamba), logo depois sua decolagem em Clear Lake, Iowa, após uma apresentação conjunta numa turnê de inverno mal sucedida chamada Winter Dance.

A década de 50 termina com Chuck Berry sendo preso por cruzar a fronteira estadual com uma prostituta que teoricamente havia sido contratada para trabalhar em um clube de sua propriedade em Saint Louis, sendo condenado a 2 anos de prisão.

Mas seu grande crime sem dúvida era era o de ser negro em uma sociedade racista e ter lançado tantos sucessos.

Jerry Lee Lewis e Carl Perkins se enveredam pelo caminho lucrativo do country, Elvis de volta do serviço militar passaria a de rockeiro rebelde a entertainer familiar, gravando apenas baladas, Bill Halley e Allan Freed já não têm idade para serem ídolos jovens.

Estaria o rock morrendo, ou apenas precisando de algumas mudanças?

Outras bandas e cantores da época:

Larry William, Brenda Lee, Wanda Jackson, Duane Eddy, Link Wray, Bobby Darin, Paul Anka, Fats Domino, Lloyd Price, Neil Sedaka, No Diddley, Hank Williams, Los Lobos, James Brown, Everly Brothers.

 

Clique no link e ouça os sucessos dos 50's

 

Chuck Berry - Roll Over Bethoven - http://mais.uol.com.br/view/16219153

 

Larry Williams - Bony Moronie - http://mais.uol.com.br/view/16219202

 

Buddy Holly - Not Fade Away - http://mais.uol.com.br/view/16219206

 

Ritchie Valens - La Bamba - http://mais.uol.com.br/view/16219208

 

Brenda Lee - Jambalaya - http://mais.uol.com.br/view/16219212

(garotinha ainda com pouco mais de 7 anos)

 

Wanda Jackson - Let's Have a Party - http://mais.uol.com.br/view/16219215

 

Bill Halley & His Comets - Rock Around the Clock - http://mais.uol.com.br/view/16219217

 

Little Richards - Long Tall Sally - http://mais.uol.com.br/view/16219219

 

Jerry Lee Lewis - Wholle Lotta Shakin' Goin' On - http://mais.uol.com.br/view/16219222

 

Elvis Presley - Jailhouse Rock - http://mais.uol.com.br/view/16219224

 

The Big Bopper - The Clock - http://mais.uol.com.br/view/16219227

 

The Crickets - More Than I Can Say - http://mais.uol.com.br/view/16219232

 

Eddie Cochran - Summertime Blues - http://mais.uol.com.br/view/16219234

 

Gene Vincent - Lotta Lovin' - http://mais.uol.com.br/view/16219236

 

Duane Eddy - Shazam - http://mais.uol.com.br/view/16219239

 

Link Wray - Rumble - http://mais.uol.com.br/view/16219242

 

Carl Perkins - Matchbox - http://mais.uol.com.br/view/16219244

 

Bobby Darin - Splish Splash - http://mais.uol.com.br/view/16219250

 

Paul Anka - Diana - http://mais.uol.com.br/view/16219255

 

Fats Domino - Blueberry Hill - http://mais.uol.com.br/view/16219256

 

Lloyd Price - Lawdy Miss Clawdy - http://mais.uol.com.br/view/16219261

 

Neil Sedaka - Oh! Carol - http://mais.uol.com.br/view/16219263

 

Bo Diddley - Let me Pass - http://mais.uol.com.br/view/16219265

 

Hank Williams - Hey Good Lookin' - http://mais.uol.com.br/view/16219269

 

Los Lobos - Come on, Let's Go - http://mais.uol.com.br/view/16219272

 

James Brown - Please, Please Me - http://mais.uol.com.br/view/16219278

 

Everly Brothers - All I Have to do is Dream - http://mais.uol.com.br/view/16219282

 

Roy Orbinson - Ooby Dooby - http://mais.uol.com.br/view/16219285

 

Mais sugestões ou mesmo crítica quanto às músicas que estão aqui entre no Fale Conosco (algumas bandas devem estar nos anos 60)

 

 O rock brasileiro nos anos 50

 por André Heavyman Morize

 

A década de 50 começa conturbada no Brasil:

Perda da Copa do Mundo em pleno Maracanã (1950), morte de Getúlio Vargas (1954), fabricação do primeiro fusquinha (1950), morte de Carmem Miranda (1955), os delírios arquitetônicos de Oscar Niemeyer e a loucura de JK, que viria a ser presidente em 31 de janeiro de 1956 e construiria Brasília.

 

Brasilia        Jucelino

Em meio a tudo isso reinava a bossa nova... o pop da vez.

Mas no dia 24 de outubro de 1955 um simples fato mudaria a vida dos jovens brasileiros.

Com muito topete e brilhantina, uma versão carioca para Rock Around The Clock foi gravada nos estúdios da Continental.

Sua intérprete Nora Ney (até então a rainha da bossa). A versão trazia o nome abrasileirado de Ronda das Horas.

Surgia assim o rock brasileiro, curiosamente por alguém que só cantava Bossa Nova e se apresentava em programas da Rádio Tupi sob a alcunha de Nora May.

nora ney

Por ironia quis o destino que Nora Ney fosse conhecida mundialmente por sua única incursão no mundo do rock. Seu papel foi importantíssimo pois abriu os olhos da juventude ainda não transviada para jornais, revistas e programas de rádio que traziam os então reis do rock (o negro imoral) Chuck Berry, (o pedófilo) Jerry "The Killer" Lee Lewis (o efeminado) Little Richards e (o bad boy branco) Elvis "The Pelvis" Presley, além de filmes de artista malditos como Marlom Brando e James Dean que começavam a moldar toda uma geração.

 

Em 1956 JK assume a presidência e usa como slogan (50 anos em 5). Constrói Brasília em 3 anos, implanta a indústria automobilística nacional.No cinema estréia o filme Rock Around The Clock com o título No Balanço das Horas que além da música título emplaca Only You e See You Latter Alligator, nas paradas de sucesso. Na esteira de Rock Around The Clock vem The Wild One (rebatizado como O Selvagem) protagonizado por Marlon Brando, e Rebel Without a Cause (Juventude Transviada) com James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo.

 JAMES DEAN E NATALIE WOOD

O rock chegou de mansinho mas chegou para ficar. Ninguém apostou no gênero, apenas alguns DJs. excêntricos e curiosos, mas foi como uma epidemia assolando o país inteiro. De norte a sul, ouvintes pediam Bill Halley, Elvis, Little Richards, Ray Charles e outros e as gravadoras logo lançaram discos para faturar em cima daquele modismo, como haviam feito com a rumba e o suingue.

Claro que diferente de hoje as coisas eram divulgadas mais lentamente. Não existiam os legítimos rockeiros brasileiros e as músicas eram cantadas e assimiladas com nosso sotaque pelos músicos de entâo: The Playings ou Titulares do Ritmo(músicos de Jingles em inglês), Herve Cordovil, Betinho e seu Conjunto que já havia gravado Enrolando o Rock em 1957, Mário Genari e seu Conjunto do qual fazia parte Sergio Campello, mas tarde conhecido como Tony Campello, e Ron Coby (Cauby Peixoto).

O rock nacional começava a ganhar cantores brasileiros com nomes americanos, com roupas espalhafatosas e produzidas.

Ao contrário da rebeldia que causava furor no EUA, as nossas gravadoras procuravam rapazes e moças de boa família para formar o embrião do brasilian rock.

Em termos de comportamento Neil Sedaka ganhava de 10x0 de Chuck Berry e era nele que a juventude comportada ou seria "controlada"? daqui, se espelharia.

 

Em 1958 surgia a primeira safra legitimamente nacional.

Sergio e Célia Campello se tornariam Tony e Celly Campello, lançando versões de (Forgive-me) Perdoa-me e (Handsome Boy) Belo Rapaz, estreando na TV Tupi de São Paulo e nos dois anos seguintes comandando o programa Celly e Tony em HiFi, também conhecido como Crush em HiFi, na TV Record.

CELLY CAMPELLO                             TONY CAMPELLO

Celly foi considerada a rainha do rock e Tony o primeiro rei da primeira geração de rockeiros brasileiros. Em 1959 participariam também dos filmes Jeca Tatu e em 1960, Zé do Periquito, ambos de Mazzaroppi.

Ainda em 58 se formariam os Golden Boys que seriam expressivos na futura Jovem Guarda.

Programas de rádio em AM (FM somente na década de 70), se alastravam pelo país: Carrossel dos Bairros, Disque Disco onde o ouvinte interagia com o programa (Rádio Record). Na Rádio Nacional Antonio Aguillar mostrava os sucessos de Elvis no programa Ritmos para a Juventude. Na Tupi Carlos Imperial lançava artistas desconhecidos no programa Clube do Rock, e Jair de Taumaturgo apresentava Hoje é dia de Rock na Rádio Mayrink Veiga no Rio de Janeiro.

Ritmos do Tio Sam e Midnight Serenade divulgavam o som pop dos EUA.

Vieram os primeiros programas de TV: Os Brotos Comandam era apresentado por Carlos Imperial na TV Rio.

Os "points" eram a Rua Augusta em Sampa e o Castelinho no Rio.

No Rock Sinfonia do Castelinho, Sergio Murilo contava como as coisas rolavam por lá. Eram lugares onde sei ia tomar sorvete, comprar discos e "azarar".

Ainda por volta de 57 surgia no Rio uma das primeiras bandas de rock genuinamente nacional: A Turma do Matoso, vidrada no som de Elvis, Chuck Berry e Little Richard e que depois  em 58 se transformaria em The Sputiniks cuja formação trazia: China, Arlênio Trindade, Tim Maia Erasmo Carlos e Roberto Carlos.

Foi Tim Maia quem ensinou Erasmo, amigo de trocar figurinhas e discos de rockeiros a tocar violão. Formaram uma banda denominada Tijucanos do Ritmo, e por frequentarem o Bar Snack, um outro "point" do Rio, resolveram mudar para The Snacks, logo em seguida passando para The Sputniks.

Desde sua criação em 58 até sua dissolução no fim do mesmo ano, os Sputiniks se apresentaram em clubes da Tijuca, e em vários programas. Um deles foi o Clube do Rock de Carlos Imperial, que foi o descobridor e padrinho de dezenas de artistas que estourariam na década seguinte: Renato e Seus Blue Caps, Eduardo Araújo, Ronnie Von e outros.

A carreira do cantor e compositor que seria o porta voz da futura Jovem Guarda e um dos símbolos de uma geração começou no final dos 50. Assim como Carlos Imperial, Roberto Carlos Braga era de Cachoeiro do Itapemirim e em 1957 apresentou-se pela primeira vez na televisão no programa Teletur da TV Tupi, cantando Tutti Frutti e em 1958 foi apresentado por Otavio Terceiro, produtor do programa a Turma do Matoso. Em 59, mesmo ano em que Sergio Murilo foi eleito o Rei do rock, Roberto Carlos após uma frustrada incursão pela Bossa Nova, era contratado pela Columbia e iniciava o seu caminho para se tornar o Rei do Ié-Ié-Ié.

Quando terminou a década de 50 o Brasil já tinha perdido muito do jeito inocente.  Apesar de ingressar na sociedade de consumo alavancado pelo surto do desenvolvimento, as desigualdades sociais começaram a aumentar. Na música do fim dos anos 50 isso ainda não se refletia, mas nas demais artes (cinema, teatro e literatura) essa subversão de valores começava a trazer a tona temas mais concretos.

O palco pop do teatro de revista dava lugar a seriedade. Em 1958 no Teatro de Arena foi montada a peça Eles nâo usam Blacktie de Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro Oficina José Celso Marinez Correa trazia Vento Forte para um Papagaio Subir. temas que retratavam a realidade brasileira.

                                                ELES NÃO USAM BLACKTIE

 

A cena do rock brasileiro então ficava mais ou menos assim: Celly Campello, Tony Campello, Ronnie Von, Roberto Carlos, Sergio Murilo, Demétrius, Wilson Miranda, Ronnie Cord, Albert Pavão, Erasmo Carlos com The Snakes, Sergio Reis, Renato e Seus Blue Caps, Eduardo Araújo. (esses alguns dos nomes mais expressivos que se firmariam na década de 60.

 

  Clique no link e ouça

 

Nora Ney - Ronda das Horas - http://mais.uol.com.br/view/16219293

 

Betinho e seu Conjunto - Enrolando o Rock - http://mais.uol.com.br/view/16219297

 

Cauby Peixoto - Rock'n'Roll em Copacabana - http://mais.uol.com.br/view/16219303

 

Celly Campello - Estúpido Cupido - http://mais.uol.com.br/view/16219308

 

Os Terríveis - Let's Rock Together  - http://mais.uol.com.br/view/16219309

(Essa voz é do comediante Paulo Silvino)

 

Tony Campello - Forgive-Me - http://mais.uol.com.br/view/16219318

(Esses são apenas alguns artistas, outros como Erasmo Carlos e The Snakes, Sergio Murillo, Roberto Carlos..., se firmariam apenas nos 60, então é prá lá que a gente vai daqui a pouco).


 

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